A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) obteve, no terceiro trimestre deste ano, uma geração de caixa, medida pelo Lajida, de R$ 1,07 bilhão, com uma margem de Lajida de 36%, mantendo seus altos níveis de eficiência operacional. O lucro líquido consolidado cresceu 9,88% alcançando R$ 567 milhões, no período de julho a setembro.
Os resultados apresentados evidenciam que estamos na trajetória certa, que as decisões tomadas nos últimos anos estão constantemente agregando valor aos nossos negócios, tornando a Cemig cada dia mais forte, sólida e com uma gestão empresarial eficiente, afirmou o presidente da Empresa, Djalma Bastos de Morais.
A Cemig é atualmente uma holding com 55 empresas e 11 consórcios, atuando em 19 estados brasileiros e no Chile, em todos os segmentos do setor de energia elétrica – geração, transmissão, distribuição e comercialização -, assim como na exploração e distribuição de gás natural, telecomunicações e eficiência energética.
A Cemig Distribuição, uma das principais subsidiárias do grupo, que distribui eletricidade a mais de 6 milhões de consumidores em Minas Gerais, apresentou uma redução de 1,72% no volume de energia vendida no terceiro trimestre de 2009, na comparação com o mesmo período de 2008. Nesse cenário, destaca-se o crescimento das classes Residencial e Comercial, de 8% e 4,5%, respectivamente, em contraste com a redução de 18,4% no consumo industrial, decorrente da desaceleração econômica.
Em virtude da queda de demanda dos consumidores industriais, a Cemig priorizou, a partir do final de 2008 e do início de 2009, as vendas para o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), no qual se encontram as distribuidoras de energia. Isso pode ser evidenciado pelo expressivo aumento de 22% no suprimento a concessionárias, que atingiu, no terceiro trimestre do ano, o volume de 3.463 GWh. Essa estratégia de comercialização, aliada a bons preços de venda, permitiu ao Grupo Cemig mitigar em grande parte os efeitos adversos produzidos pela redução de demanda por parte das indústrias. No terceiro trimestre, o volume de vendas de energia consolidado chegou a 15.242 GWh, uma redução de 1,99% sobre o mesmo período do ano passado.
Segundo Luiz Fernando Rolla, diretor de Finanças, Relações com Investidores e Controle de Participações, no terceiro trimestre a Empresa continuou a apresentar uma geração de caixa consistente e robusta, como resultado de operações que buscam de forma contínua agregar valor aos negócios da Companhia. Nossa sólida posição de caixa de R$ 2,76 bilhões possibilita a execução do Plano Diretor, assegurando nossa política de dividendos e gestão da dívida, com a execução dos investimentos previstos, inclusive os associados às oportunidades de aquisições. Os excelentes resultados que agora apresentamos demonstram que continuamos agregando valor, de forma contínua e sustentável, a todos nossos acionistas e partes interessadas, ressaltou.
No tocante à expansão da capacidade instalada, mediante novos empreendimentos, a Cemig recentemente inaugurou duas usinas, a Usina Hidrelétrica Baguari, no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, e o Parque Eólico de Praias de Parajuru, no Ceará, com a capacidade instalada de 140 e 28,8 MW, respectivamente. Até o final do ano, a Cemig irá inaugurar 71 MW adicionais aos 6.754 MW que possui atualmente.
Desempenho das ações
A Cemig possui mais de 110 mil acionistas em 46 países e tem suas ações negociadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Madri. Desde o início do ano até o fechamento do pregão da sexta-feira passada, sua ação mais líquida, CMIG4, teve uma valorização de aproximadamente 20%, sendo que o valor de mercado da Cemig atingiu, nessa mesma data, R$ 16,2 bilhões, posicionando-a como a segunda maior empresa do setor elétrico brasileiro.

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