Na terça-feira (14) um grupo de 29 ciclistas de Formiga, Arcos e Córrego Fundo, trilharam em romaria o percurso de Formiga até a cidade de Aparecida/SP.

A romaria é realizada desde de 2015, e parte deste grupo participou pela primeira vez, desbravando o percurso de 420Km, entre Formiga e Aparecida.

Motivados pela Fé, e um sentimento no peito em buscar as bençãos para cada um e para a sociedade. O trajeto passa por lugares inóspitos e em quase sua totalidade por estradas de terra.

Tendo como pontos desafiadores, as distâncias, o clima, subidas e decidas e as serras a serem transpostas, os participantes destacam a Serra da Paciência em Cristina/MG com mais de 1800 metros de altitude e a famosa serra da Mantiqueira com aproximados 2.000 metros de elevação acima do nível do mar.

De acordo com os participantes, “Não podemos pensar apenas nas subidas que por vezes ultrapassavam os 15 km de distância e decidas com 18 km, onde testavam todos os nossos sentidos. Se nas subidas as pernas doem, nas decidas as mão e braços sãos as que mais sobrem, sem contar nas intermináveis horas sentados no selim.

 Não somos atletas profissionais, somos pessoas comuns, trabalhadores, pais ou filhos de nossa gente, que só conseguiram fazer ou refazer, este caminho pela Fé.

 Obrigado a quem ficou e orou por nós, obrigado a quem foi e juntos oramos por vós. Até 2023! Salve Maria”.

Texto de agradecimento

Romaria:

Roma (cidade da Itália) + -aria, por ser esta cidade centro de peregrinações cristãs, sentido que se estendeu a qualquer outra peregrinação.

Etimologia da palavra por si só contempla várias reflexões, que cada um de nós córrego nestes Últimos dias…

Copilando a bela pregação do Padre, onde ele, pontuou cada momento, como se aqui estivesse, peço permissão para usar algumas frases, que ouvi durante nossa peregrinação e retratarei de forma anônima:

*Treinei muito, mais tá difícil …

*vou tentar…

*minhas pernas doem…

*acho que não consigo…

*força e fé…

Refletindo, creio que pensou as mesmas coisas, ou seja, todos nós passamos por provações, mais a união da “da egrégora durante a caminhada” superou estes desafios.

É sabido que todos nós temos nossa zona de conforto sair dela é algo que nos remete ao desconforto, (pensamento lógico).

Todavia, aqui buscamos algo diferente, pois em cada gota de suor, cada dor nas mãos, pernas e pés, cada privação de alimentar … colocamos como o sacrifico a ser entregue quando chegamos a “ROMA”, ou seja, em nosso objetivo, o SANTUÁRIO DA MÃE APARECIDA.

Mas não chegamos como saímos, fomos juntando ao longo do caminho, não só a poeira, mais o aprendizado, a humildade, o sofrimento, o desabafo, e os medos.  Também nos comovemos quando da patilha dos sentimentos que motivaram cada um, trazendo o exato sentimento de terem vindo em romaria.

Não há como sermos os mesmos, sem sentir parte do que o outro sentiu, houve sim uma troca sinestésica de sentimentos e bênção.

Parafraseando Antoine de Saint-Exupéry, ( em O Pequeno Príncipe),… “Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.”

Assim fica a certeza que cada um foi escolhido para passar estes dias juntos, com sua reflexão, com suas palavras ou simplesmente seu silêncio.

Levarei muito de cada um, aprendi muito… Orei mais ainda. Acima de tudo chorei e entreguei cada lágrima ao IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, em prol daquilo que não ouvi da boca de vocês, mas senti no coração. Obrigado a todos, tenho a obrigação de ser melhor por isto.

Ave Maria, cheia de graças…

Daniel Adão de Oliveira

Formiga-MG, 19/06/2022.

 

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