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Cientistas usarão célula-tronco contra a asma

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um método para regenerar o pulmão de pacientes com asma, usando células-tronco obtidas da medula óssea. O anúncio dos testes clínicos da abordagem foi feito na 25ª reunião anual da Fesbe (Federação de Sociedades de Biologia Experimental), em Águas de Lindoia (SP).
A técnica foi testada com sucesso em camundongos, e as primeiras experiências com pacientes devem começar daqui a poucos meses. O projeto aguarda apenas a liberação do Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), órgão do governo federal que autoriza pesquisas com humanos no país.
Uma das características dos casos de asma grave é a diminuição das células mucosas e ciliadas do pulmão, o que contribui para a redução da capacidade respiratória. As células-tronco do teste, injetadas no pulmão por meio da traquéia, conseguiram reconstruir com sucesso essas células.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, que chega a matar oito brasileiros por dia. Em indivíduos susceptíveis, esta inflamação causa episódios recorrentes de tosse, chiado, aperto no peito e dificuldade para respirar. A inflamação torna as vias aéreas sensíveis a estímulos tais como alérgenos, irritantes químicos, fumaça de cigarro, ar frio ou exercícios, entre outros.