Das 254 mortes de pacientes decorrentes do vírus Influenza H1N1 registradas neste ano pelo Ministério da Saúde, 223 ocorreram em cinco estados do centro-sul do país – os três da Região Sul, além de São Paulo e Minas Gerais. O número equivale a 87,8% do total de óbitos registrados no país em 2012. As informações são da Agência Brasil.
O estado com a maior quantidade de ocorrências é Santa Catarina (72 mortes), seguido por São Paulo (53), Rio Grande do Sul (49), Paraná (33) e Minas Gerais (16). Os dados, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), estão atualizados até o dia 29 de julho. No dia 1º de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou balanço informando 21 mortes em Minas Gerais.
O Ministério da Saúde detectou, nas últimas semanas, uma redução do número de mortes causadas pela doença. O pico de ocorrências teria ocorrido entre os dias 17 e 23 de junho, quando 46 pessoas morreram no país.
Nas três semanas seguintes, esse total caiu sucessivamente para 36, 28 e 18. Como ainda há óbitos em investigação, esses números devem sofrer alterações nos próximos dias.
O total de mortes ocorridas em 2012 corresponde, até o momento, a 12,3% do total verificado em 2009, quando 2.060 pessoas morreram no Brasil.
Naquele ano, os mesmos cinco estados concentraram 74% dos óbitos. O fim da pandemia da doença foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Tamiflu
O ministério alerta que o antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu, é mais eficaz nas primeiras 48 horas do surgimento dos sintomas.
Os médicos estão orientados a receitar o oseltamivir a todos os pacientes com síndrome gripal residentes nos Estados onde há maior circulação do vírus, mesmo antes de resultados de exames ou sinais de agravamento. A síndrome gripal é caracterizada pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, além de dor de cabeça, nos músculos ou nas articulações.

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