Há algum tempo, a janela de transferência de janeiro para clubes do exterior assombrava os torcedores dos clubes brasileiros. No período, as equipes vendiam os ídolos daqueles que freqüentavam as arquibancadas, com o objetivo de cobrir o déficit do ano anterior ou reforçar o caixa para não deixar as contas no vermelho. E eis que veio o ano de 2010 e, com ele, uma boa notícia para os times do país. De acordo com levantamento da consultoria Crowe Horwath RCS, a projeção de receitas somente com publicidade nos uniformes para o ano de 2010 é de R$ 340 milhões, contra os R$ 240 milhões de 2009.
A potencial elevação de receita dos clubes foi puxada pelos times das três maiores torcidas do país, Flamengo, Corinthians e São Paulo, respectivamente. Juntos com Internacional e Cruzeiro, essas equipes disputam, neste ano, a Taça Libertadores, competição de maior visibilidade internacional das Américas.
Com esse argumento, além do centenário que será comemorado este ano, o alvinegro paulista conseguiu a maior valorização de sua camisa, trocando a Brasil Foods ? que pagou R$ 18 milhões em 2009 ? pela Hypermarcas, que, somando valores pagos à camisa e aos outros espaços do uniforme, desembolsará R$ 41 milhões em 2010.
Já o Flamengo, atual campeão brasileiro, após ter rompido com a Petrobrás e ter patrocínios picados no final de 2009, fechou o espaço master de seu uniforme para 2010 com o patrocinador corintiano no ano passado, recebendo R$ 25 milhões anuais.
Por sua vez, o São Paulo projeta o espaço publicitário em seu uniforme em R$ 30 milhões anuais. Recentemente, a LG, parceira do clube desde 2001, que pagava R$ 18 milhões, ofereceu R$ 24 milhões para ainda ocupar o espaço na camisa do tricolor paulista, oferta recusada pelos dirigentes que correm atrás de outro investidor.
Essas receitas recordes com acordos publicitários se refletiram nos demais clubes. Cruzeiro e Atlético assinaram acordo recorde com o Banco BMG e a loja de eletro domésticos Ricardo Eletro. O Santos, sem destaque no campo esportivo em 2009, rompeu com a Philco por achar R$ 8 milhões anuais abaixo do desejado. Quer R$ 12 milhões. Seja pouco, ou não, a tendência é que os valores assinados anteriormente pelos clubes brasileiros tendem a ter valorização recorde durante as próximas discussões entre os cartolas e os dirigentes das empresas.

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