Estar num bom momento profissional e feliz da vida com a carreira certamente é o desejo de muita gente. Alguns eleitos já chegaram a esse estado de plenitude, outros ainda pelejam para chegar lá e há aqueles que estão na corda bamba e podem perder o posto de uma hora para outra. Pensando nisso, vamos dar dicas gerais para que você possa tirar de letra as dificuldades do dia a dia no ambiente de trabalho.
O que se deve ter mente é que, a todo o instante o empregado é colocado à prova. Nas situações mais corriqueiras, você pode ser pego de surpresa e ter sua credibilidade profissional ameaçada. Para começar bem a sua história numa empresa, lembre-se que certas práticas de conduta devem ser seguidas: a primeira delas é observar qual é a cultura organizacional que rege padrões de comportamento. Assim, fica mais fácil saber o que a empresa espera de você e até onde você pode ir.
Com atitudes exemplares e interesses sintonizados, o profissional amplia as chances para atingir e manter o sucesso. Quem leva muito a sério esse modus operandi comportamental é a professora do Núcleo de Estudos em Gestão Estratégica de Pessoas da ESPM , Marisabel Ribeiro, que defende a tese de que o homem vive picos de atenção. Quando ele cai, naturalmente, algumas falhas podem ocorrer como fazer uma gestão inadequada do tempo, dar a impressão de que está desmotivado ou descuidar do visual.
Algumas empresas facilitam a sua vida e te dão o ´dress code´, ou algo que deixe claro quais são as regras de vestimenta daquele lugar, conta a consultora Luciana Starnini, há dez há dez anos no mercado de Recursos Humanos, atendendo empresas multinacionais e nacionais. Já para a especialista Patrícia Dalpra, da PD Consultoria de Imagem e Comunicação, essa adequação pode variar de acordo com o ramo de atuação da empresa. Caso ela seja da área financeira, o fator credibilidade é fundamental e nada melhor do que passar uma imagem tradicional de respeito e confiança. Se forem empresas mais criativas como agências de publicidade ou escritórios de design, a vestimenta deve ser mais fashion e moderna.
Agora, se você é um prestador de serviço, apronte-se para se vender ao público. Nessas horas, a aceitação também está em cheque e de forma mais acentuada, por isso, o cuidado com a aparência deve ser redobrado.
Você é o SPAM!
Nada é mais desonesto com o seu empregador do que passar horas a fio no correio eletrônico trocando mensagens, piadinhas e correntes. Está certo que as empresas querem integração, mas para tudo tem limites, inclusive para o seu chefe e o administrador de rede da companhia que você trabalha que pode monitorar como você utiliza a internet na sua rotina. Mas eles não são os únicos que podem observar por onde você navega. Afinal, a nova concepção de espaço dos escritórios é diminuir as barreiras entre as estações de trabalho, por isso vale tomar um pouco mais de cuidado com o que deixa aberto na tela do computador ou sobre a mesa. Qualquer pessoa pode passar por perto e ver suas informações pessoais, os valores da conta bancária, a foto de sua última paquera… Discrição é palavra de ordem em ambientes profissionais. Você não quer estar na próxima edição da Rádio Peão, não é verdade?
Além disso, ser eleito o SPAM do mês não é bem visto por quem paga seus honorários. Na dúvida, recorra ao colega mais chegado para saber até que ponto pode ir esse acesso. Afinal há muito estresse por causa do desperdício de tempo. Não há nenhum registro de demissão por este motivo no Brasil, mas na Inglaterra uma menina foi convidada a sair da empresa porque passava horas conectada às redes sociais. Pelo sim ou pelo não, o melhor é não abusar.
O profissional não deve desviar o foco sobre assuntos relativos ao trabalho por mais de 40 minutos, contando aí a pausa para o café, a navegação na Web, a ida ao banheiro, o cigarrinho e o papo paralelo, conta a professora Marisabel Ribeiro, que defende a importância de se desligar um pouco das atividades, pois pode ser mais saudável e produtivo para a continuidade das tarefas.
Extremos à parte, há empresas que toleram mais situações desse tipo, pois profissionais dedicados que passam 12 horas ou mais na ralação devem ter algumas alternativas de interação com o mundo externo. Quando isso é possível apenas pela internet e o consenso é mútuo, a ferramenta acaba sendo útil para se executar serviços diversos, como chamar um táxi, pedir uma refeição ou verificar a conta bancária. Mas se a sua empresa for mais radical, o jeito é não utilizar o e-mail e a internet para assuntos pessoais, já que o bom senso é algo muito subjetivo, segundo a consultora Patrícia Dalpra.
Excelente trabalho!
Se você é novo na empresa e está sendo bem avaliado pelos superiores, pode ter certeza que tem olho gordo em cima de você, de quem há tempos esperava pelos mesmos elogios. É comum encontrar esse tipo de comportamento em todas as empresas. Se nem sempre dá para se fazer de morto, ou manter-se longe de intrigas, mostre que contra fatos não há argumentos, aconselha Patrícia Dalpra que acredita no foco em resultados como a melhor proteção. Dependendo do caso, vale a pena se resguardar um pouco, sentir o ambiente e tentar descobrir quem é quem ali dentro para saber onde pode pisar.
A discrição pode ser uma boa aliada, sobretudo em conversas informais onde a fofoca pode correr solta antes de reuniões de negócios, por exemplo. É algo tão corriqueiro de acontecer, principalmente aqui no Brasil onde os executivos batem papo sempre muito à vontade. Nessa descontração, soltam a língua mais do que deveriam, avisa Luciana Starnini.
Como é comum as pessoas se excederem nos comentários, cuidado! Aquilo que você falou pode ser usado a favor ou contra você dependendo das circunstâncias, alerta Luciana Starnini. Um profissional bem-sucedido não chega onde quer à toa. Com a ficha limpa e retrospecto exemplar, ele demonstra que sabe se colocar exatamente no seu lugar, qual é o seu papel e a quem se reportar e confiar; em geral, ele também percebe quando estão lhe armando alguma arapuca.
Se a busca interna for por uma vaga ou promoção que você também almeja, a competição pode ficar ainda mais acirrada e alguns concorrentes podem se transformar em verdadeiras pedras no sapato. Nessa hora, a melhor estratégia ao se deparar com um conflito é enfrentá-lo. Segundo a professora Marisabel Ribeiro, não há melhor jeito senão mostrar ao oponente que você não é perigoso. Quebre todos os prejulgamentos que essa pessoa fez de você! A técnica, chamada pela especialista de Teoria do Conflito, não deixa que você prorrogue esse sentimento ruim. Aja sem empurrar os problemas para debaixo do tapete, argumenta ela.
Para a especialista, essa hora é crucial para a conquista dessa amizade. Por isso, peça sua opinião e valorize o que ela sabe. Assim, você cria uma proximidade que é de respeito e não é de desdém. Falhou? Abra o jogo para uma conversa franca. Diga o quanto ela está lhe prejudicando e que poderiam ser parceiras. Nada ainda? Reclame para o seu superior imediato, mas se tudo continuar na mesma, talvez seja o caso de procurar outro posto em outro lugar o mais rápido possível! Você vai encontrar problemas.
Mostrando resultados: o aumento de salário
Um trabalho de qualidade aparecerá por si só, revela Patrícia Dalpra. Colete os resultados tangíveis e forme um relatório. Se você mostrar algum diferencial, a premiação vem automaticamente. Se não vier, escolha a ocasião oportuna para puxar esta conversa que deve começar pelo quanto você contribui para o rendimento da empresa e não porque vai fazer pós-graduação, vai ter um filho ou precisa trocar de carro. Ser ou não prontamente atendido vai depender da estrutura e das regras internas da empresa. Se ela for de pequeno ou médio porte, a retribuição pode vir no médio ou longo prazo, enquanto na grande empresa essa reciprocidade provavelmente aconteça de modo mais acelerado.
A valorização chega para quem encara desafios, assume compromissos e gera lucro. O funcionário deve sair da zona do conforto para alcançar níveis ótimos de performance, de responsabilidade e produtividade. Nem todos estão preparados para esse estilo de gestão cada vez mais comum por aqui, em que a primazia dos resultados e o alto nível de pressão andam juntos, conclui Luciana Starnini.








