No Brasil, a desconfiança com a indústria do cigarro e os possíveis componentes ocultos usados em sua fabricação tem preocupado o Ministério da Saúde. Por isso, o país terá um laboratório público para analisar a química da droga. O centro de pesquisa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve ser aberto até 2013, no Rio de Janeiro, para monitorar o uso de aditivos no tabaco.
O centro de pesquisa está orçado em R$ 12 milhões, dos quais R$ 8,3 milhões já estão liberados. Duas máquinas que simulam o ato de fumar já foram compradas, por US$ 327 mil (cerca de R$ 520 mil). O objetivo é checar se as informações fornecidas pelos fabricantes de cigarro são verídicas.
Hoje, as empresas informam que ingredientes há em seus cigarros a partir de análises feitas em laboratórios privados dos EUA, do Canadá e do Reino Unido. A tarefa de checagem é extremamente complexa porque o cigarro tem mais de 6 mil componentes tóxicos.
Há grande desconfiança sobre essas informações, pois a indústria do tabaco tem um histórico de esconder dados cruciais sobre saúde, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). As fábricas norte-americanas sabiam desde os anos 1950 que fumar causa câncer e só admitiram isso 40 anos depois.
Formiga
Componentes ocultos do cigarro serão analisados por laboratório público
- por Últimas Notícias
- 17/05/2011 - 11:40








