Internacional

Irã afirma manter controle sobre o Estreito de Ormuz e apresenta exigências para reabertura

Foto: Imagem criada por IA/UN

O chefe da unidade paramilitar Basij do Irã, Hossein Taeb, afirmou nesta quinta-feira (13) que o Estreito de Ormuz está sob controle e administração do país. A declaração ocorre em meio às tensões entre Irã e Estados Unidos e às divergências sobre o funcionamento da importante rota marítima.

Segundo Taeb, o Estreito de Ormuz está atualmente sob administração e controle da República Islâmica do Irã. A declaração contrasta com a posição apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia afirmado que seu país tinha controle total da rota marítima.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também declarou que os Estados Unidos têm enfrentado “falhas de inteligência” durante a guerra contra o Irã e em relação ao Estreito de Ormuz.

Na semana passada, o governo iraniano apresentou seis exigências aos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz. Os pontos foram divulgados no sábado (8) pelo Conselho de Segurança Nacional do país e são apresentados pelo governo iraniano como uma correção da conduta norte-americana.

Entre as exigências estão o fim das ameaças e dos insultos aos valores do Irã, além do encerramento permanente da guerra contra o país e seus aliados no Líbano, Iêmen, Iraque e Palestina.

O Irã também exige o fim do bloqueio naval contra seus portos, compensações financeiras pelos danos provocados pela guerra, suspensão das sanções norte-americanas e liberação de ativos iranianos que estão congelados.

As seis exigências apresentadas pelo Irã

  • Não ameaçar o Irã nem insultar os valores do país;
  • Encerrar permanentemente a guerra contra o Irã e seus aliados no Líbano, Iêmen, Iraque e Palestina;
  • Suspender o bloqueio naval contra portos iranianos;
  • Pagar compensações financeiras pelos danos provocados pela guerra;
  • Suspender as sanções norte-americanas contra o Irã;
  • Liberar ativos iranianos congelados.

 

Com informações do Metrópoles