Formiga

Contra a Colômbia, Brasil fica em mais um frustrante empate sem gols

Sem gols e sem inspiração. A seleção brasileira não venceu e esteve longe de convencer jogando em casa mais uma vez. No fim, empate sem gols com a Colômbia. Um resultado que acontece pela terceira vez seguida em jogos disputados em território brasileiro. Antes, 0 a 0 contra a Argentina, no Mineirão, e contra a Bolívia, no Engenhão. Apesar do tropeço, o Brasil mantém a vice-liderança das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010, com 17 pontos, beneficiado pela derrota dos argentinos, que caíram diante do Chile e ficaram com 16.

O jogo
Primeiro tempo ruim no Maracanã. O Brasil encontrou muita dificuldade para criar jogadas ofensivas e esbarrou na boa marcação dos colombianos, que entraram com muita garra em campo e dispostos a surpreender. Destaque para o número excessivo de passes errados, que aos poucos começaram a esgotar a paciência, não muito grande, da torcida brasileira. Aos 15 min, gritos de Obina, atacante do Flamengo, mesmo que em tom de brincadeira, já eram ouvidos no estádio.
O futebol da lenta seleção realmente não inspirava as arquibancadas e as maiores manifestações de apoio da etapa inicial foram os gritinhos femininos ouvidos após os toques de Kaká na bola. Mas o camisa 10 do Brasil deixava a desejar e assim como o restante do time estava longe de repetir a boa atuação que teve contra a Venezuela, na goleada por 4 a 0.
O primeiro chute a gol dos brasileiros aconteceu apenas aos 21 min e foi muito fraco. Elano fez boa jogada individual e tocou para Robinho na área. O atacante dominou no peito e chutou cruzado. Fácil para o arqueiro Julio, que teve pouco trabalho. Poucas também foram as emoções e a torcida já gritava olé aos 45 do primeiro tempo.
A falta de inspiração permaneceu no segundo tempo inalterada mesmo com as mudanças realizadas na equipe. A esperança no entanto demorou a morrer. Logo aos 3 min, o Brasil mostrou que a história do jogo poderia ser diferente. O lateral-esquerdo Kleber fez lançamento para Jô, que dominou bonito e chutou para defesa de Julio, no cantinho.
Mas a atitude só aparentava estar renovada. A seleção continuava apresentando os mesmos erros. Com dificuldade para criar e furar a defesa colombiana. Nem Robinho, nem Kaká, nem Pato. Poucos chutes a gol e um segundo tempo difícil de ser assistido no horário desagradável do fim de noite de quarta-feira. No fim, um grito que já virou presença cativa nos jogos da seleção em seus domínios: adeus, Dunga!.