A chefe do Setor e presidente da Comissão de Licitações (Luciana ) discordou desta afirmativa e debitou alguns erros ou omissões havidas e amplamente comprovadas no relatório, à pouca experiência dos funcionários do setor, que nos anos de 2005 (em especial) e outras vezes nos anos subseqüentes, repetiram rotinas herdadas do passado.
Sobre cópias de cartas-convite enviadas por fax a três diferentes oficinas de retífica, mas todas endereçadas ao mesmo telefone (por sinal o da empresa vencedora), Luciana disse: ?esta é a prova de que a minha justificativa está correta. Temos um número reduzido de funcionários, não dispomos do equipamento necessário para exercermos a contento nossa missão, não nos é dado, na maioria das vezes, tempo para a compra de bens e serviços e além disto, as tomadas de preços que nos remetem, vêm das secretarias que dependem dos serviços (no caso de manutenção de veículos).
Por isto, não posso culpar a ninguém pela aceitação destas três propostas (orçamentos), de empresas diferentes, que hoje vemos, foram produzidas numa mesma máquina de datilografia, em modelos e formatos idênticos, apenas com preços diferenciados, conforme estes documentos agora apresentados no relatório.
Luciana fez questão de lembrar, em várias oportunidades, que seu setor é apoiado pela Procuradoria Municipal e fiscalizado por outros órgãos superiores (Procuradoria, Controladoria e outros),os quais jamais se pronunciaram, determinando que certas rotinas ali praticadas, e agora severamente criticadas no relatório encomendado pela CPI, fossem abolidas.
Seu depoimento na CPI iniciou-se às 13 horas e não havia previsão de quando estaria concluído. Apuramos que a Comissão havia preparado mais de 150 perguntas para que ela as respondesse.

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