O estoque das operações de crédito do sistema financeiro brasileiro subiu 1,1% no mês de setembro sobre agosto, para R$ 2 237 trilhões. No terceiro trimestre, a carteira de crédito cresceu 3,2%. No ano até setembro, o aumento foi de 10,2%. Em 12 meses até o mês passado, o total de operações de crédito registrou expansão de 15,8%.
Segundo o Banco Central, o crédito para pessoas físicas cresceu 0,9% no mês e 12,1% no acumulado do ano. Em 12 meses, acumula alta de 18%. Para as empresas, avançou 1,3% no mês, 8,6% no ano e 14% em 12 meses. O BC informou ainda que o total de operações de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) subiu para 51,5% em setembro, de 51,2% em agosto.
Juros
A taxa média de juros no crédito livre recuou de 30,1% ao ano em agosto para 29,9% ao ano em setembro, segundo o BC. Foi o sétimo mês consecutivo de queda na taxa média de juros, que está no menor nível da série histórica iniciada em 2000.
Para a pessoa física, no entanto, a taxa média de juros subiu de 35,6% ao ano em agosto para 35,8% ao ano no mês passado. Os juros para a pessoa jurídica caíram, passando de 23,1% para 22 6% anuais, no mesmo período.
Entre as três principais linhas de crédito para pessoas físicas monitoradas pelo BC, houve queda apenas no cheque especial, no qual os juros recuaram de 148,6% ao ano em agosto para 147,6% ao ano em setembro. No crédito pessoal, a alta foi de 39,4% para 39 7%, no mesmo período. Já no crédito para veículos, o aumento foi de 20,5% para 20,9% anuais, na mesma base de comparação.
Inadimplência
Segundo o BC, a inadimplência média do crédito livre se manteve em 5,9% em setembro, mesmo porcentual verificado em agosto. É o terceiro mês seguido de estabilidade. A inadimplência para pessoa física também ficou estável, em 7,9% pelo terceiro mês.
Para pessoa jurídica, o indicador teve ligeira queda na comparação mensal, de 4,1% para 4,0%. Nas principais linhas monitoradas pelo BC, houve alta na inadimplência no crédito para aquisição de veículos (de 5,9% para 6,0%) e no crédito pessoal (de 4,6% para 4,9%). No crédito para aquisição de outros bens o indicador ficou estável em 7,4%. No cheque especial, continuou em 12,2% na comparação mensal.

Comentários
COMPATILHAR: