A taxa de nascimentos induzidos dobrou em uma década, nos Estados Unidos, segundo os pesquisadores em um artigo no American Journal of Obstetrics & Gynecology. Foi constatado um aumento nas chamadas induções eletivas — quando não há indicação médica precisa, e elas ocorrem por motivos como desconforto da mãe ou conveniências de agenda.
O total de partos induzidos subiu de 14% em 1992 para 27% em 2003, mostram as estatísticas. No mesmo período, aumentaram também os nascimentos antes do final da gravidez. A indução consiste em desencadear contrações uterinas efetivas antes do início espontâneo, com o objetivo de promover a dilatação cervical e a descida da apresentação, em casos selecionados. Nos EUA, os medicamentos são os principais desencadeadores do processo.
Apesar de acontecer com indicação de um ginecologista ou obstetra, a indução não garante um parto normal e pode trazer riscos. Pode haver sofrimento fetal se a saída do bebê é forçada com a passagem fechada. O bebê também pode ter seus batimentos cardíacos acelerados demais ou desacelerados, o que pode levar à morte.








