O Cruzeiro teve uma noite de gala no Mineirão nesta quarta-feira, encerrou a fase de classificação do Campeonato Mineiro invicto, mas na segunda colocação mesmo com uma empolgante goleada por 7 a 0 sobre o Democrata-GV. Quase tudo saiu como os celestes queriam. O único problema foi a vitória do Atlético sobre o Ituiutaba por 2 a 1 com um gol aos 50 minutos. A liderança, que esteve nas mãos do Cruzeiro durante vários minutos da 11ª rodada, voltou para o rival.
Esta foi a maior goleada do Estadual. Até então, os placares mais elásticos também eram do Cruzeiro: 5 a 0 sobre Social e Guarani. Dessa vez, o time azul teve vários protagonistas. Na criação, o nome foi Bernardo, que participou de seis gols e fez um, de pênalti. Kléber marcou três gols, um deles de pênalti, e se igualou a Wellington Paulista na temporada com um total de oito. Ramires voltou a balançar as redes após um mês. Gérson Magrão se redimiu das últimas atuações ruins jogando com personalidade na lateral esquerda. Foi dele o primeiro tento. Até mesmo Wanderley, acostumado a ser coadjuvante, fez a festa do torcedor no Mineirão.
O resultado ajudou o Cruzeiro a atingir a invencibilidade de 17 partidas, a terceira maior da história do clube em começo de temporada. As melhores séries foram de 38 jogos em 1969 e de 31 em 2003, ano em que o clube conquistou a Tríplice Coroa.
Nas quartas-de-final do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro enfrentará o Tupi, sétimo colocado. O time da capital escolheu fazer o primeiro duelo em casa e terá a vantagem de jogar por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols.
Numa eventual decisão do Mineiro contra o Atlético, o Cruzeiro terá que reverter a vantagem com ao menos uma vitória.








