O resultado do primeiro exame da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG), realizado neste ano, não surpreendeu. Dos 9.144 inscritos, 6.474 não passaram no teste, ou seja, 70,8% do total, conforme relação divulgada pela ordem.
O resultado seguiu o exemplo do último exame. Para a OAB, o índice é até razoável. Os motivos para a baixa aprovação seriam a grande quantidade de cursos de direito, juntamente com a má qualidade do ensino, e o descaso dos alunos.
Segundo o presidente da Comissão de Exame de Ordem da OAB-MG, Ronaldo Garcia Dias, o número excessivo de faculdades de direito no Estado resulta na formação inadequada de bacharéis e na falta de comprometimento do estudante.
Das 137 faculdades de direito em Minas, 27 estão em Belo Horizonte. De acordo com o resultado do exame, a maioria dos 2.368 aprovados, correspondendo a 26,78% dos candidatos, estudou em instituições públicas.
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aprovou 85% de seus alunos inscritos e a Faculdade Milton Campos foi a melhor classificada entre as particulares, com 60%.

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