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Após iniciar o mês de novembro sem registros de novos casos prováveis (aqueles confirmados e sob investigação) de dengue, o Centro-Oeste de Minas segue sem nenhum novo registro suspeito da doença. No entanto, o trabalho de prevenção tem sido reforçado na região.
Os dados foram divulgados no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SES) na terça-feira (20) e registra dados computados em todo o Estado até o dia 19 deste mês.
No último boletim de outubro, publicado no dia 22, foram registradas apenas cinco novas ocorrências. Há mortes confirmadas por dengue neste ano em Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Moema e Lagoa da Prata.
Prevenção
Mesmo com baixa taxa de incidência, a Prefeitura de Formiga anunciou nesta semana que realizará diversas ações de mobilização social contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue. Os trabalhos tiveram início no sábado (17) e se estendem até o final do mês.
Em uma semana, foram realizadas 1.972 visitas a residências em ações de combate à dengue na cidade, segundo a Prefeitura.
Já Pará de Minas, que também tem baixa taxa de incidência, anunciou nesta quarta-feira (21) que realizará um “Dia D” de combate à dengue no próximo sábado (24). Em nota, o município afirmou que serão realizadas atividade simultâneas em diversos pontos da cidade.
Na segunda-feira (18), técnicos da vigilância em saúde, assistência e mobilização dos 54 municípios que integram a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Divinópolis realizaram uma reunião técnica para o planejamento de ações de controle das arboviroses (dengue, zika e chikungunya).
Na ocasião, foram abordados, o resultado do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), classificação de risco, cobertura de metas do Programa de Monitoramento das Ações de Vigilância em Saúde (Promavs) e situação epidemiológica da Região Ampliada Oeste, segundo a superintendência.
Alerta
Apesar de não terem sido registrados novos casos suspeitos da doença, o boletim epidemiológico aponta que nove cidades da região apresentam índices de incidência da doença considerados altos ou muito altos durante o ano.
A taxa de incidência da doença considera não apenas o número absoluto de casos prováveis (entre suspeitos e sob investigação), mas também a proporcionalidade em relação ao tamanho da população de um determinado município.
Araújos, Arcos, Estrela do Indaiá, Lagoa da Prata, Nova Serrana e Oliveira lideram a lista anual. Dessas, Estrela do Indaiá apresenta a maior incidência da região, com 1.476,32.
Já Dores do Indaiá, Japaraíba e o menor município do Brasil, Serra da Saudade, apresentam taxas de incidência consideradas altas, sendo que maior incidência está em Dores do Indaiá, com 488,40.
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Fonte: G1||








