Formiga

Deputados fazem audiência para discutir situação das mineradoras da região

Uma audiência foi realizada no final de março, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para discutir as propostas de solução para os problemas que as cidades de Pains, Córrego Fundo e outros municípios da região estão enfrentando devido à suspensão da extração de calcário, imposta por uma operação policial denominada Pá de Cal. Como resultado da operação, desencadeada de 15 a 19 do mês passado, 32 mineradoras em Pains foram paralisadas.
O deputado estadual Antônio Carlos Arantes/PSC foi um dos participantes da audiência e cobrou mais agilidade nas decisões dos órgãos ambientais e a devida atenção para o impacto negativo social que a região tem vivido pelo grande número de empregos ameaçados. ?Ninguém está aqui para incentivar uma devastação ou prejuízo ambiental, porque temos a consciência de que há empresas sérias que trabalham de acordo com as normas impostas pelos órgãos competentes, o que não podemos é assistir o fechamento de grande parte destas empresas que promovem muitos empregos na região?, comentou o parlamentar.
No início deste mês, houve duas reuniões em busca de uma solução para os reflexos da Operação Pá de Cal. Um dos encontros foi no 3º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), com o chefe do Distrito Sérgio Augusto Dâmaso de Souza. A solicitação do município foi para resolver as questões de licenciamento ambiental e tratar da reabertura das empresas. A outra reunião aconteceu no prédio do Ministério Público Federal (MPF) e reuniu representantes de órgãos envolvidos na Operação, Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Alto São Francisco (Supram-ASF); DNPM; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além do coordenador das Promotorias de Justiça do Meio Ambiente do Alto São Francisco, promotor de Justiça Fábio Galindo.
Na ocasião, foi solicitado aos referidos órgãos que participaram da Operação Pá de Cal para uma nova força-tarefa que ajude na legalização das empresas, o que vem sendo buscado, há anos, pela maioria dos empresários. O resultado da reunião foi que, em até 15 dias, a partir do dia 5 de abril, o Ibama analisaria os processos que estão pendentes. O prazo se esgotaria então nesta semana, mas, por enquanto, não há novidades sobre o assunto.
A assessoria de imprensa da Associação de Mineradores de Pains, Arcos e Região (Ampar) explica que aguarda contatos para uma reunião a fim de identificar, a partir do prazo, vencido, se o Ibama cumpriu a parte deles e o que será feito. Somente após essa reunião mais informações poderão ser repassadas.