Para a pernambucana Michele Rafaela Maximino, doar o leite produzido em excesso não é nenhum sacrifício, mas sim um ato de solidariedade. Ela é a maior doadora de leite materno do país e acaba de ser reconhecida pelo RankBrasil.
Para despertar o mesmo sentimento em outras mulheres é que o Dia Mundial da Doação de Leite Humano foi criado. Ele tem o objetivo de unificar as mobilizações nos países da América do Sul, América Central, Europa e África.
Fundamental nos primeiros meses de vida, o leite materno é o alimento mais completo para a saúde do bebê. Nele estão contidos todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da criança e também contém anticorpos que ajudam no fortalecimento do sistema imunológico do recém-nascido.
A Organização Mundial de Saúde recomenda que o leite materno seja a única fonte de alimentação do bebê até os seis meses de idade. Mas e quando as mães não podem amamentar ou não produzem leite em quantidade suficiente?
Nesse caso, elas podem recorrer aos bancos de leite humano. O Brasil possui a maior rede do mundo. Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, são 211 bancos e 116 postos de coleta espalhados pelo país.
Por ano, mais de 160 mil litros de leite humano pasteurizado são distribuídos a mais de 158 mil recém-nascidos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e semi-intensiva.
A doação é um ato voluntário. As mulheres que estão amamentando doam o excedente aos bancos para que o leite seja processado e distribuído com qualidade certificada a bebês hospitalizados, principalmente os que nasceram prematuros ou estão com baixo peso.
No site da Rede Brasileira de bancos de Leite Humano é possível saber mais sobre onde e como doar.
http://www.fiocruz.br/redeblh/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360

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