Por Paulo Coelho

O projeto de lei de iniciativa do Executivo, em que se pretende obter autorização da Câmara para que seja contraído junto ao Banco do Brasil um empréstimo da ordem de R$3 milhões para a aquisição de máquinas, veículos e equipamentos, teve sua tramitação retardada a partir de um pedido de informação feito pelo vereador Sidney Ferreira.

(Foto: Arquivo UN)

Ao ser consultado sobre alguns dados financeiros, inclusive sobre o atual índice de liquidez corrente do município, a documentação disponibilizada apontou que tal índice era da ordem de 1,46.

Ocorre que submetidos tais números ao crivo da auditora da Câmara, Mariana Souza, esta discordou do número apresentado e novamente a papelada foi submetida ao município para a devida corrigenda ou a apresentação de uma justificativa plausível, se fosse o caso.

Em 23 de março, por meio do ofício 067/2018, o controlador municipal, Francisco Ferreira Neto corrigiu o erro e cópia da tal correspondência dirigida ao chefe de Gabinete foi encaminhada à Câmara. Dela apreende-se que o passivo financeiro, inicialmente mostrado como sendo R$9.210.031,42 era na realidade, igual a R$14.593.887,32. Confira:

De posse dos novos números, alguns vereadores que já haviam dado parecer favorável ao projeto, mudaram de posição e, segundo apurado pelo Últimas Notícias nessa quarta-feira (28) Sidney Ferreira, Sandrinho da Looping, Joice Alvarenga e Marcelo Fernandes estão mantendo seus pareceres desfavoráveis.

O UN não teve contato com os demais vereadores, mas apurou que o prefeito Eugênio convidou todos os edis para participarem de uma reunião no Legislativo nessa quarta-feira em conjunto com a gerente regional do Banco do Brasil, Paula Cardoso e com o superintendente regional em Minas – em substituição – José de Arimatéa, os quais, segundo consta da correspondência explanariam sobre o Programa de Eficiência Municipal.

A reunião:

Foto: Câmara/Divulgação

O prefeito Eugênio Vilela não compareceu à reunião em razão de compromissos anteriormente assumidos e do Executivo lá esteve apenas o controlador municipal, Francisco Ferreira Neto.

Do Legislativo, apenas os vereadores Marcelo Fernandes, Flávio Couto, Flávio Martins e Mauro César participaram da reunião.

Um dos presentes informou ao jornal que o pessoal do Banco do Brasil prestou informações sobre a sistemática da nova linha de financiamento que, no caso de Formiga, acarretará ao final do prazo de 60 meses, uma despesa de juros e taxas da ordem de R$843 mil. Também foi dito que a linha de crédito disponibilizada pela instituição para o município pode chegar até a R$5 milhões.

Em razão da ausência da maioria dos vereadores, houve um convite aos visitantes para que, se assim desejarem, façam uso da tribuna da Câmara na reunião de segunda-feira (2).

O jornal não conseguiu contato com o controlador municipal em virtude de defeitos nos telefones municipais. Porém, através da Secretaria de Comunicação, disponibilizou espaço para a fala do mesmo, mas, até o encerramento desta edição, o UN não obteve retorno.

Reunião semanal do Legislativo

Constatação óbvia: O vereador Sidney Ferreira, durante sua fala, explicando as razões que o levaram a comentar sobre o projeto de número 124/2018 que altera e acresce dispositivos na Lei 4.895 de 9 de abril de 2014, a qual dispõe sobre o estágio de estudantes matriculados em instituições de ensino superior, foi incisivo: “acho ótimo que agora, com a aprovação deste projeto, o município possa celebrar convênios que lhe permitam contratar gente de competência. Talvez o prefeito possa, quem sabe, trocar alguns secretários por estagiários que certamente terão muito mais interesse e demostrarão maior eficiência no desempenho de suas funções”.

Já sobre a Lei Complementar 027/2018, que altera a Lei Complementar 43/2011, a que dispõe sobre Planos de Cargos e Carreiras e Vencimentos dos Profissionais da Educação do Município de Formiga, de modo a corrigir remuneração e carga horária de auxiliares de Educação Especial; extingue cargos de professores do ensino fundamental; reduz número de vagas e dá outras providências, o vereador também não poupou ‘elogios’: “o secretário errou. Ficou preocupado com a aquisição de totó e de mesa de ping-pong e se esqueceu do pessoal que trabalhou mais que o previsto no edital, etc e tal”.

Recado para a Giovana

 

vereador Evandro Donizeth da Cunha (Piruca) – Foto Arquivo/UN

Piruca: “Dias atrás eu ‘desci a lenha’ aqui, na secretária de Gestão Ambiental [Giovana Borges], mas vou mandar uma moção para ela e para o Petrônio e uns quatro servidores. Foi feita uma parceria com a associação de moradores e iniciaram a limpeza no trecho que liga os bairros Souza e Silva e Maringá. Estou mandando essa moção, mas se na próxima segunda-feira o serviço não terminar eu volto a falar aqui, ouviu Giovana?”.
 

 

 

(Foto: Gleiton Arantes)

Sandrinho: “Não vou nem fazer hoje pedidos de providência. A reunião está muito longa e o presidente já cortou nosso tempo. Não estou reclamando. Nós nos damos muito bem. Brigamos aqui, mas lá dentro tomamos um café e fazemos as pazes. Mas, não posso deixar de dar um aviso: secretário é funcionário público e, portanto, tem que cumprir carga horária.

Estamos de olho, viu? Aceito desculpa pra tudo, menos para incompetência. Nem vou mais reclamar de certos buracos. Aliás, já estou até pedindo música no Fantástico para alguns deles. Acho bom o prefeito aproveitar esta história de contratar estagiários. Quem sabe vem um aí, lá da Nasa, especialista em buracos e crateras?”.

 

(Foto: reprodução Câmara)

A vereadora Joice Alvarenga também cobrou, com muita ênfase, o que outros vereadores já vinham reclamando durante várias reuniões ordinárias, sobre a gestão da secretária de Gestão Ambiental, Giovana Borges.

 

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