O surto de dengue no país vai além de um problema de saúde pública e começa a interferir na rotina das empresas, afetando a produtividade e elevando custos de empresários.

Levantamento da Gesto Saúde e Tecnologia, consultoria da área de saúde corporativa, revela que, no ano passado, 2,5% dos funcionários de grandes empresas foram afastados do trabalho em virtude da contaminação pelo Aedes aegypti, contra 1% em 2014. A doença gerou, nesses casos, ausências de cinco a sete dias.

Em Minas Gerais, o último boletim publicado pela Secretaria de Estado de Saúde indica 37.737 casos prováveis e dois óbitos até a última terça-feira. Os dados mais recentes disponíveis no Ministério da Previdência Social apontam aumento de 109% no número de brasileiros afastados do trabalho por diagnóstico de dengue. O dado se refere ao período de janeiro a agosto de 2014 em comparação com igual intervalo de 2015.

Gastos com planos de saúde sobem até 200%

As despesas das empresas com o  plano de saúde dos funcionários podem subir até 200% em caso de dengue, segundo levantamento da Gesto Saúde e Tecnologia. Isso ocorre em empresas que fornecem aos trabalhadores planos de saúde com cobertura integral. Outros planos, como os coparticipativos, também registram aumento de custos, mas em proporções menores.

Isso ocorre porque o paciente aumenta a frequência de uso do plano, realiza um volume maior de exames e pode, em casos mais extremos, ficar internado. Geralmente, o atendimento a infectados com dengue é realizado em pronto socorro e não em consultas eletivas, o que acarreta despesas maiores também.

 

Fonte: Reportagem Hoje em Dia||

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