Os eleitores de Bom Jesus do Amparo e Itabirito, municípios na Região Central do estado, voltarão às urnas para escolher novos prefeitos e vices. Na quinta-feira (03) o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE) marcou as eleições para novembro, devido à cassação dos atuais chefes do Executivo. Com o anúncio, chega a 14 o número de municípios mineiros que terão eleições extemporâneas.
Segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Minas Gerais é o estado com maior número de eleições em 2009. Das 63 eleições extemporâneas marcadas ou já realizadas em todo o país, 14 ocorreram em Minas Gerais. Em segundo lugar, estão Alagoas e Rio Grande do Sul, com seis, seguidos por Maranhão e São Paulo, com cinco.
Até o momento, Cachoeira Dourada, Carmo do Paranaíba, Francisco Sá, Fronteira dos Vales, Ipiaçu, Mata Verde, Ponto Chique e Salto da Divisa já elegeram novos prefeitos. Baependi, Bom Jesus do Amparo, Conceição do Mato Dentro, Ipatinga, Itabirito e Santa Rosa da Serra também tiveram o mandato de seus prefeitos cassados e passarão por novo pleito em outubro e novembro. Até lá, as cidades serão governadas pelos respectivos presidentes das câmaras municipais ou pelo prefeito cassado.
Dados do TRE apontam que são 16 prefeitos cassados em primeira instância que continuam exercendo os cargos. É o caso dos municípios de Bonito de Minas, Catuji, Couto de Magalhães de Minas, Cuparaque, Igaratinga, Joaíma, Joanésia, Lamim, Monte Santo de Minas, Monte Sião, Pedra Azul, Rio Casca, Rio Vermelho, Santa Juliana, Santo Antônio do Itambé, Senador José Bento.
A expectativa do TRE até então é de atingir ao todo 37 eleições fora do período eleitoral só neste ano. ?As eleições extemporâneas impedem a prática comum de candidatos irregularmente eleitos permanecerem indevidamente no cargo e permitem conhecer os verdadeiros escolhidos pelo povo? defendeu o desembargador Almeida Melo, presidente do TRE-MG.
Recentes
Em agosto deste ano, o TRE-MG decidiu pela cassação do prefeito Wanderlei dos Santos Ribeiro (DEM) e da vice, Miriam Motta Macieira Drumond (PR), de Bom Jesus do Amparo, por arrecadação ilícita de recursos de campanha e abuso de poder econômico. Além da cassação dos diplomas, os juízes decretaram a inelegibilidade de ambos por três anos, a partir da data da eleição.
Já as novas eleições de Itabirito foram convocadas porque, em dezembro de 2008, o TRE julgou irregulares as prestações de contas do ex-prefeito Waldir Silva Salvador de Oliveira (PSDB) referentes a sua gestão anterior (de 1989 a 1992). A decisão repercutiu no indeferimento do registro de sua candidatura para as últimas eleições.
Em agosto, após o processo retornar do TSE, os embargos apresentados pelo ex-prefeito foram rejeitados por unanimidade no TRE, o que confirmou a inelegibilidade do candidato para as eleições de 2008. Desde o início do ano, a prefeitura de Itabirito é administrada pelo presidente da Câmara Municipal, o vereador Alexander Silva Salvador de Oliveira.

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