Internacional

Donald Trump nega oferta de alívio de sanções ao Irã em meio a negociações de cessar-fogo

Foto: Imagem criada por IA/UN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou as redes sociais para desmentir notícias veiculadas pela imprensa norte-americana que apontavam uma suposta disposição de seu governo em fazer concessões a Teerã. Segundo os relatos jornalísticos, o mandatário teria oferecido o descongelamento de fundos e alívio de sanções econômicas ao Irã em troca de um acordo de cessar-fogo.

A polêmica começou após a publicação de uma matéria pelo site de notícias norte-americano Axios. Em resposta direta à repercussão, o republicano negou veementemente qualquer tratativa de benefício econômico ao país persa.

“A Axios acaba de publicar uma matéria afirmando que ‘Trump’ ofereceu alívio das sanções e fundos congelados ao Irã. Isso é mentira. Eu não ofereci nada a eles”, escreveu o presidente em uma rede social.

Do outro lado, o porta-voz do governo iraniano, Fatemeh Mohajerani, também recorreu às redes sociais para se posicionar sobre o cenário e as recentes pressões econômicas exercidas por Washington.

“Autoridades dos EUA estabeleceram — pela enésima vez — um novo prazo, desta vez para a economia do Irã”, declarou Mohajerani, acrescentando que o país continuará firme na defesa de seus direitos. “Antes de anunciar um novo prazo, verifiquem a data de validade de suas próprias previsões”, pontuou.

O embate diplomático ocorre em meio a um conflito armado de grandes proporções. Estados Unidos e Irã estão em guerra desde fevereiro deste ano, momento em que tropas norte-americanas e israelenses invadiram o território iraniano. Desde então, as hostilidades se intensificaram e se espalharam pelo Oriente Médio, envolvendo direta ou indiretamente diversos países da região.

O principal foco da disputa estratégica tornou-se o Estreito de Ormuz, controlado pelo regime iraniano. Em retaliação aos ataques coordenados entre os EUA e Israel, Teerã endureceu o controle sobre a passagem marítima.

A medida gerou impactos globais severos: cerca de 20% de todo o petróleo mundial trafega pelo local, desencadeando uma crise econômica internacional e pressionando a alta do valor dos combustíveis em todo o planeta. Atualmente, EUA e Irã rivalizam pelo domínio da rota. Embora o tráfego tenha dado sinais de recuperação nas últimas semanas, ele ainda permanece abaixo dos patamares anteriores ao início do conflito.

 

Com informações do Metrópoles