Formiga

Em 2010, 35 mulheres sumiram em BH

Todos os dias, pelo menos uma mulher desaparece em Belo Horizonte. Dados da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida mostram que do primeiro dia de janeiro até nesta quinta-feira (4), foram registrados 35 casos na capital. Em todo o Estado foram 48 registros, ou seja, 73 % das ocorrências são registradas na capital.
Dentre as desaparecidas em BH, 14 delas têm idades entre 18 e 59 anos. Essa é a faixa etária em que estão as vítimas do maníaco do bairro Industrial, em Contagem, e na região do Barreiro, na capital. O homem, que está sendo procurado pela polícia já violentou e matou três mulheres com idades entre 27 e 35 anos. Os casos foram confirmados por meio de exame de DNA. Os crimes aconteceram entre abril e novembro do ano passado. A polícia ainda apura se outras duas mortes de mulheres, uma em janeiro e outra em outubro de 2009, teriam o envolvimento do maníaco.
Apesar do alto número de desaparecimentos, a chefe da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, delegada Cristina Coelli, disse que a maioria dos casos é por vontade própria de quem some. Ela informou que 75% do total são esclarecidos em até um ano. O desaparecimento por crime é uma exceção. Geralmente as pessoas somem porque estão com algum problema em casa, afirmou.
Entre os dois casos em que a polícia apura se o maníaco é o responsável, está o da estudante de direito Natália Cristina de Almeida Paiva, de 27 anos, que sumiu no Barreiro.
Especialista ajuda traçar perfil
A especialista Ilana Casoy, esteve nesta quinta-feira em Belo Horizonte, há dez anos, trabalha em pesquisas sobre assassinos em série. Ilana é membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e coordenadora do Grupo de Estudos e Investigações de Crimes Especiais.
Entre os casos de maior repercussão em que Ilana trabalhou estão o de Leandro Basílio Rodrigues, de 19 anos, mais conhecido como o maníaco de Guarulhos”, que teria matado 18 pessoas, a maioria delas naquela cidade.