O Whatsapp anunciou na terça-feira (10) medidas para conter golpes e notícias falsas. Chamado de Suspicious Link Detection (“detecção de link suspeito” em tradução livre), o recurso deve analisar as páginas enviadas e recebidas no chat para avisar o usuário quando o link parecer malicioso. A ideia seria evitar o clique por impulso, um dos elementos fundamentais na propagação de golpes e notícias falsas.

De acordo com a publicação, o WhatsApp analisa a URL em busca de caracteres não usuais para identificar sites falsos. Em diversos golpes, os bandidos trocam uma letra de um endereço confiável por um caractere especial que se pareça com ela. Como se, por exemplo, em vez de ultimasnoticias.inf.br fosse escrito ‘ultimasnoticias.inf.br, com o nome do portal iniciado por um caractere especial.

Caso o aplicativo encontre algo estranho no link, a mensagem correspondente é marcada com uma etiqueta vermelha na qual se lê “Suspicious link”. Além disso, caso o usuário tente abri-lo, o mensageiro exibe um novo alerta explicando que a URL é potencialmente maliciosa e pode estar se passando por outro site. O usuário então tem a opção de voltar (Go Back) ou de fato abrir o link (Open link).

Prints do WhatsApp com recurso de links suspeitos em funcionamento (Foto: Reprodução/WABetaInfo)

A publicação não deixou claro se todas as informações veiculadas originam-se exclusivamente de testes próprios ou se há também dados de outras fontes. De qualquer forma, o site afirma que os links são avaliados somente no celular, sem que o conteúdo de mensagens seja enviado para os computadores centrais do WhatsApp.

O mensageiro emprega criptografia de ponta a ponta. Na prática, isso faz com que ninguém – nem mesmo o próprio serviço consiga interceptar os conteúdos trocados nos chats.

Iniciativas para impedir a falsificação de notícias

O WhatsApp busca alternativas para combater boatos e falsificações. Neste mês, o aplicativo anunciou uma campanha contra as fake news. A iniciativa oferece 20 bolsas de US$50 mil (cerca de R$195 mil, em conversão direta) para estudos que ajudem a acabar com a proliferação desses conteúdos através do mensageiro.

A ideia é reunir pesquisadores que se debrucem sobre o fenômeno, em uma tentativa de entender melhor como ele funciona para criar medidas de combate mais eficientes sem prejudicar a privacidade dos usuários.

Além disso, o mensageiro liberou nesta terça-feira (10) o aviso de mensagem encaminhada. A providência foi tomada para que fique mais claro para o usuário quando o conteúdo não foi escrito pelo amigo, mas sim repassado de outra conversa. Por conta do sistema de criptografia, o nome de quem originou a mensagem não é divulgado; da mesma forma, o autor não fica sabendo que sua mensagem foi encaminhada.

 

 

Fonte: Techtudo||

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