Prateleiras vazias e muitas incertezas sobre a reposição dos medicamentos. Essa é a atual situação da Farmácia Municipal, que funciona no Edifício Antônio Vieira, que já sofre com os impactos da pandemia do coronavírus.

De acordo com informações da Secretaria de Saúde, o órgão está sem medicamentos para pressão, colesterol, depressão, bronquite, asma e dor, como a dipirona.

O desabastecimento ocorre devido ao atraso na entrega dos medicamentos pelos fornecedores, que avisaram sobre o atraso por meio de comunicados ao setor, já que eles dependem de outros parceiros, como distribuidores, laboratórios e transportadores, para o cumprimento dos prazos.

A secretaria informou que os pedidos foram feitos em tempo normal, porém os fornecedores não estão conseguindo fazer a entrega na data prevista. De acordo com eles, grande parte da matéria-prima para fabricação dos medicamentos vem da China e Índia e, devido às barreiras comerciais impostas por esses dois países, que representam cerca de 85% das importações brasileiras, os fabricantes e distribuidores não estão conseguindo comprar material para confecção e comercialização.

Atualmente, são atendidas cerca de 200 pessoas na Farmácia Municipal. Para evitar aglomerações, a secretaria tem limitado o número de atendimentos, distribuindo senhas. Além disso, colocou uma faixa para que as pessoas não fiquem próximas dos servidores e tem liberado medicamentos de uso contínuo para dois meses.

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