Dois fazendeiros foram multados no Estado, por interferência no curso de rios. Os desvios prejudicavam áreas de preservação ambiental.
Em Uberaba, o que foi plantado em uma área de cerca de 30 hectares terá de ser arrancado. A lavoura está na área de preservação permanente da propriedade. Para aproveitar o solo rico em nutrientes e matéria orgânica, o produtor rasgou a terra para drenar a umidade e, assim, utilizar o terreno para a agricultura. São oito canais que em alguns lugares chegam a um metro e meio de profundidade. Juntos, somam mais de três quilômetros de extensão. Uma degradação que já ocorre há pelo menos três anos, segundo a Polícia do Meio Ambiente.
Os canais estavam escondidos embaixo de pneus, bambus e lonas. A atividade agrícola foi embargada, mas o dono não respeitou a ordem. A polícia voltou à fazenda. O dono foi notificado e vai responder por crime ambiental.
Um outro fazendeiro de Uberlândia também foi autuado por usar drenos para secar a área de brejo e transformá-la em pasto. Ele não quis gravar entrevista e disse apenas que era para o gado não atolar. Britas, garrafas de plástico e telhas canalizavam o curso d?água.
Os boletins de ocorrências foram enviados para o coordenador da Promotoria Regional de Defesa da Bacia do Rio Uberabinha, que vai instaurar um inquérito para apurar os crimes. ?Ao intervir em uma área de preservação permanente, ele comete um ilícito de natureza dupla: ele será objeto de uma futura ação civil pública e de uma ação penal, porque ele invadiu uma área de proteção ambiental, que é uma área de preservação permanente, uma nascente? , afirmou o promotor de Justiça Fábio Machado.

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