O FBI prendeu três supostos membros de um grupo neonazista que portavam uma metralhadora e tinham esperança de provocar uma guerra racial nos Estados Unidos durante um comício pró-armas a ser realizado na Virgínia que deve atrair milhares de pessoas, disseram autoridades nessa quinta-feira (16).
Entre os presos
estava um ex-membro da cavalaria do Exército e um cidadão canadense que estava
nos EUA ilegalmente e é engenheiro de combate reservista do Exército de seu
país.
As prisões ocorreram um dia depois de o governador da Virgínia, Ralph Northam, declarar um estado de emergência proibindo qualquer arma na capital estadual de Richmond, dizendo que investigadores viram grupos fazendo ameaças de violência.
O
FBI e o Departamento de Segurança Interna foram duramente criticados por não se
concentrarem o suficiente no perigo do extremismo de extrema-direita após uma
série de ataques a sinagogas e um comício de supremacistas brancos em
Charlottesville, na Virgínia, em 2017. Nos últimos meses, os chefes das duas
agências disseram que estão levando a ameaça mais a sério.
Milhares de ativistas
pró-armas estão planejando um grande comício em Richmond na
segunda-feira (20) em reação à nova iniciativa da legislatura estatal de
maioria democrata para endurecer as leis de posse de armas.
Estado polarizado
A
Virgínia, onde os democratas assumiram o controle legislativo prometendo
justamente tais leis, se tornou o cenário mais recente do polarizado debate
nacional sobre o direito de portar armas.
Muitos grupos que defendem este direito argumentam que a Constituição dos EUA lhes autoriza possuir qualquer arma de fogo, e seus opositores dizem que as leis ajudariam a diminuir o número de pessoas mortas por armas todos os anos.
Fonte: Reuters/G1||








