Policial

Filho confessa ter matado a mãe e escondido o corpo por dias em Campo Belo

Foto: Reprodução

Um crime brutal chocou moradores de Campo Belo após o assassinato de Rosilene Pedro da Silva Pereira, de 52 anos. O caso, inicialmente tratado como desaparecimento, revelou um feminicídio ocorrido no último domingo (5), dentro da residência da vítima, no bairro Arnaldos.

Na terça-feira (7), o filho de Rosilene procurou a Polícia Civil e registrou o desaparecimento da mãe. Ele alegou que a vítima fazia uso de medicamentos controlados e já havia sumido outras vezes, o que, segundo ele, justificaria a demora em buscar ajuda.

No entanto, amigas próximas da vítima passaram a desconfiar da situação e acionaram as autoridades. De acordo com a delegada Rafaela Franco, os relatos levantaram suspeitas que levaram os policiais até a casa onde Rosilene foi vista pela última vez.

Com autorização do próprio filho, os agentes entraram no imóvel e, durante as buscas, encontraram o corpo da vítima já sem vida no interior da residência.

Segundo o suspeito, o crime aconteceu no domingo, por volta das 18h, após uma discussão. Ele afirmou que empurrou a mãe, os dois caíram e, em seguida, ele a enforcou até a morte.

O corpo permaneceu dentro da casa por três dias. Durante esse período, o homem utilizou produtos químicos para tentar amenizar o odor.

Ainda conforme a investigação, ele buscava em grupos de WhatsApp uma bombona plástica de 200 litros para esconder o corpo após esquartejá-lo. O suspeito também comprou uma machadinha e a levou para afiação. O objeto seria retirado nesta quinta-feira (9), mas o proprietário do estabelecimento, ao reconhecer o homem nas notícias, entregou a ferramenta à Polícia Civil.

De acordo com o acusado, o crime teria sido motivado por discussões relacionadas às contas da casa.

Testemunhas relataram que havia um histórico de violência doméstica entre mãe e filho, e que não seria a primeira agressão. Apesar disso, a vítima não havia registrado ocorrências anteriormente.

O homem foi preso, confessou o crime na Delegacia de Polícia Civil e, posteriormente, encaminhado ao presídio. O caso reforça o alerta sobre a importância de denunciar situações de violência doméstica, especialmente quando envolvem pessoas em condição de vulnerabilidade.

Com informações do Jornal Campo Belo em Foco