O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 950 milhões para a construção da primeira usina de etanol de milho da Inpasa na Bahia. A unidade será instalada no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado, e representará a sexta biorrefinaria do grupo no Brasil, além de marcar a transição da Bahia de importadora para exportadora de biocombustíveis.
A expansão do etanol de milho no país acompanha uma tendência de crescimento do setor. Projeções da consultoria Datagro, divulgadas pelo portal TheAgroBiz, indicam que a oferta de biocombustível produzido a partir do milho deve igualar a produção originada da cana-de-açúcar até a safra 2034/35. Segundo o estudo, a capacidade instalada de etanol de milho deverá alcançar 24,7 bilhões de litros em 2034.
Diferentemente das usinas de cana-de-açúcar, onde o açúcar é extraído diretamente da matéria-prima, a produção de etanol a partir de grãos exige a conversão do amido presente no milho ou no sorgo em açúcares fermentáveis. Esse processo permite uma produção integrada, sem desperdícios, característica que define o conceito de biorrefinaria adotado pelo setor.
A usina baiana terá capacidade para processar 1 milhão de toneladas de grãos por ano. A partir desse volume, serão produzidos 498 milhões de litros de etanol, tanto anidro quanto hidratado, além de 248,9 mil toneladas de DDGS (Dried Distillers Grains), coproduto rico em proteína utilizado na alimentação animal. A planta também produzirá 24.862 toneladas de óleo vegetal para uso industrial ou alimentar e gerará 185 GWh de bioeletricidade a partir da biomassa.
O projeto contará com R$ 350 milhões provenientes do Fundo Clima e R$ 600 milhões da linha BNDES Finem. A escolha de Luís Eduardo Magalhães está relacionada ao elevado potencial de crescimento da produção de grãos no oeste da Bahia. A construção da planta, que ocupará uma área superior a 125 mil metros quadrados, deve gerar cerca de 300 empregos diretos e 3 mil indiretos durante as obras. Em plena operação, prevista para 2027, a usina deverá empregar entre 450 e 500 trabalhadores de forma direta. Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o investimento fortalece a cadeia de biocombustíveis, gera renda local e está alinhado aos objetivos de desenvolvimento sustentável do governo federal.
Com informações do Itatiaia







