Nós brasileiros, já nos acostumamos com a ideia de que tudo neste país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, só começa a funcionar depois de vencido o período de Carnaval.

E este ano a coisa não está diferente, inclusive, para os malandros eleitos ou não, por nós mesmos. Os que deveriam prestar serviço em Brasília, já que trabalhar para eles é exigir muito, legislando em causa própria, acharam por bem estender as “merecidas férias” que eles chamam de recesso parlamentar, até o próximo dia 15.

“Parlamentar” para eles e “pra lamentar” para nós outros, que sustentamos aquela “seleta corja” assim como ao imenso bando de asseclas que por eles nomeados, escolhidos ou sabe-se lá como, ao longo dos últimos anos tomou de assalto os nossos cofres públicos. Quem sabe, o vocábulo “público” os tenha levado a imaginar que aquilo seria para eles, de livre acesso a todos que sendo da casa ou mais chegados aos chefes da quadrilha, gozavam desta prerrogativa?

Recesso prolongado. Também pudera, todos eles trabalharam incansavelmente no último ano.

Funcionaram, com raras exceções, como diligentes auxiliares daquela senhora que se diz “presidenta”,  e instalaram por aqui, com o inestimável auxílio de uns e outros que presidem as nossas casas legislativas, de mãos dadas com seus fiéis seguidores, esta zorra total hoje reinante  no nosso “patropi”.

E agora, quando finalmente segundo a tradição, este país começa a trabalhar, não como um todo é claro, pois o desemprego patrocinado pela atual administração é realidade; é hora de repensar tudo. Esta nação não pode continuar convivendo com a fome, inflação, falta de saneamento, déficits inestimáveis no atendimento à saúde pública, caos no sistema de transporte, diminuição nos recursos destinados às políticas sociais, etc.

Precisamos com urgência de extirpar esta herança maldita deixada por este tal de Joaquim Levy que a mando de dona Dilma conseguiu reverter aqui a façanha obtida por JK que na década de 50 fez este pais prosperar 50 anos em apenas 5 de governo. Estes de agora, Levy, Dilma & Cia, ao contrário, hoje já sabemos por quais motivos e razões, nos atrasaram outros 50 neste tempo de total  desgoverno.

Passou o Carnaval e quem sabe é chegada a hora de refletirmos sobre tudo isto. Afinal de contas, todos sabemos, é gravíssima a atual situação deste nosso país.

Citamos a seguir um trecho de lúcida observação de Vitório Mediolli que, analisando o que ocorre em Minas escreveu: “A produção industrial de Minas precipitou em 12% até dezembro de 2015, um desastre que ainda se acelera. Em janeiro deste ano, o setor automotivo registrou um afundamento de 39,8% sobre janeiro de 2015, que foi um dos piores da história. O Estado de Minas Gerais voltou a ter níveis de produção como os da década de 90, apesar de a população ter crescido 20% desde aquela gloriosa década”.

Pois bem, se somarmos a tudo isto, a constatação de que a dívida pública nacional subiu para R$ 3,9 trilhões e representa 66% do PIB, fica fácil imaginarmos que nós brasileiros teremos que trabalhar e muito, não só este ano, mas durante décadas para galgarmos novamente os patamares alcançados no passado e que esta turma que aí está, por incompetência, ganância, facilitação e descaso com a coisa pública – em especial com os cofres – nos fez regredir a este ponto.

Caros leitores, se no país e em Minas a coisa está preta, anotem aí que por aqui no município, não é nada diferente. Neste e nos demais cinco mil e tantos.

Sendo este um ano de eleições municipais em todos os rincões do patropi, quem sabe não surja exatamente a partir de agora, diante do caos, um novo sentimento de patriotismo em nosso povo, sentimento este capaz de fazê-lo entender a importância de se exercer com responsabilidade e inteligência o direito (obrigação) do voto?

Pode ser que a fome que infelizmente já chega por aqui, o desemprego, os males da inflação, a falta de compromisso destes governantes para com a educação e saúde, o descompromisso deles com as questões sociais, os abusos e os roubos já comprovados, e o Zika vírus se Deus nos ajudar, venham com toda esta desilusão reinante, a acordar a população e esta faça emergir das urnas, em outubro, um novo país!

Quem sabe se a partir da renovação das Câmaras de Vereadores e das prefeituras nos 5.570 municípios espalhados por este país tropical, volte a reinar por aqui o sentimento de esperança, a vontade de trabalhar, de progredir, de refazer este país para que as futuras gerações tenham, como um dia já tivemos, do que se orgulhar!

Se depender de nós, anotem aí, esta mudança começará por aqui mesmo!

 

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