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Formalização do mercado de trabalho melhorou no Brasil

Dados do pesquisador Marcelo Neri, do Centro de Pesquisas Sociais (CPS), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a parte da população na categoria empregador aumentou de 3.347.564 (2007) para 4.095.249 (2008), o que significa um crescimento da formalização do emprego no Brasil. Muitos estão saindo da categoria informal para ter a carteira assinada.
O pesquisador aponta como um dos fatores que podem ter contribuído para o crescimento das empresas formais, a Lei do Micro empreendedor Individual, em vigor desde junho do ano passado. A previsão era que até dezembro se chegasse a 100 mil microempresários regularizados.
Dados do o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego, referentes a novembro, reforçam a pesquisa da FGV sobre o crescimento do emprego formal. A economia brasileira abriu um número recorde de vagas com carteira assinada para um mês de novembro em 2009.
Somente naquele mês foram criadas 246.695 mil vagas líquidas, de acordo com Caged. Somente em novembro, 1.413.043 trabalhadores foram admitidos, contra 1.166.348 de demissões. A previsão para 2009 é de criação de 1,15 milhão a 1,2 milhão de empregos. Para este ano, estima-se criação de dois milhões de vagas. Ainda de acordo com dados do Caged, as cidades que mais geraram empregos formais são aquelas que têm grandes obras, são grandes exportadoras ou possuem muitas empresas atuando na região.