A formiguense Maria Eduarda Cambraia, estudante de jornalismo na Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo (ESPM-SP), e as colegas, Amanda Locali e Letícia Ferreira, fizeram da recorrência de tragédias em Petrópolis/RJ tema de suas pesquisas para o projeto de conclusão de graduação: A criação do podcast ‘A Síndrome do Céu Azul’.

A banca examinadora está marcada para o dia 9 de dezembro e será avaliada pelo jornalista Chico Felitti, que fez o podcast “A Mulher da Casa Abandonada”, o podcast que ocupou primeiro lugar no ranking dos mais ouvidos do país na plataforma Spotify neste ano.

Desde o dia 15 de fevereiro deste ano, as estudantes dedicaram seus dias a falar, pensar, pesquisar, escutar e ler sobre Petrópolis. No primeiro contato aprofundado sobre a cidade, a tragédia motivou o trio a tornar a pauta tema de um projeto ainda mais ambicioso e desafiador do que foi a cobertura dos eventos naquele período. De acordo com elas, ao todo, foram 25 entrevistas, 15 horas de material gravado e duas viagens à Cidade Imperial.

Maria Eduarda explicou que ouviu de um engenheiro que os primeiros registros de enchente na cidade ocorreram ainda na época do imperador, e isso foi um dos momentos decisivos na construção do caminho do estudo.

“A partir daí resgatei na memória o desastre de 2011. Apesar dos 11 anos de diferença, as datas eram muito próximas e, assim, surgiu a ideia de pesquisar mais sobre o tema”.  

Ela relatou sobre um momento importante e dramático durante uma entrevista, em abril deste ano, com o morador Jamil Luminato. “Em 1981 o fotógrafo Carlos Mesquita capturou o momento em que Jamil carregava uma criança morta no colo depois de um desmoronamento. Em 2013, ele perdeu a filha, o genro e 2 netos nas chuvas. Em 2018 ele perdeu o irmão”.

Os cinco episódios do podcast “Petrópolis: A Síndrome do Céu Azul” podem ser conferidos na íntegra nas principais plataformas de áudio clicando aqui. Problema antigo à espera de ser resolvido, graças ao formato adotado pelas jovens, o tema tem sido levado a ouvintes que residem fora da região serrana e que, a partir do projeto, têm sido levados a reflexões.

Ainda de acordo com Maria Eduarda, “independente do tempo que passar, a tragédia não tem data de término, daí a importância de falar sobre ela e cobrar ações”.

Mais informações sobre o projeto podem ser obtidas pela página @asindromedoceuazul no Instagram ou pelo site: www.asindromedoceuazul.com.

Com informações do portal soupetropolis.com

Amanda Locali, Letícia Ferreira e maria Eduarda Cambraia (Foto: divulgação)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Entrevista com o morador Jamil Luminato (foto: divulgação)

Foto: divulgação

Foto: divulgação

 

 

 

 

Comentários
COMPATILHAR: