A formiguense Maria Zilá de Oliveira afirma estar vivendo dias difíceis devido a sérios problemas no atendimento recebido no posto de saúde do bairro Sagrado Coração de Jesus.

Diabética, Maria Zilá tem uma ferida na perna que não cicatriza por completo, por isso já há um longo tempo ela precisa fazer curativos diariamente no local. “Tenho ido ao posto e estão se negando a fazer meu curativo dizendo que a ferida está purulenta. Não fazem o curativo e nem limpam a ferida. Inclusive não me dão material para que eu faça o curativo em casa”, conta indignada.

Sem o auxílio dos profissionais do PSF, a paciente tem comprado todo o material necessário para a realização do curativo. “Tenho outras doenças além da diabetes e por dia tomo quase 20 comprimidos e muitos desses medicamentos preciso comprar. O gasto mensal gira em torno de R$900. Com mais esse gasto com gazes e esparadrapos e outros materiais preciso desembolsar pelo menos mais R$100 e não tenho condições de arcar com tantos gastos”, comenta.

Maria Zilá afirma que já dialogou várias vezes com os profissionais do posto sobre a situação dela, inclusive de saúde, já que ela está muito debilitada por causa das várias doenças que acometem.

Ouvindo o outro lado

O portal entrou em contato com a Secretaria de Saúde e repassou as reclamações feitas por Maria Zilá. Em resposta elaborada pelos profissionais do posto de saúde, foi explicado que há anos a paciente faz curativos no PSF do bairro, em uma ferida (úlcera varicosa) que tem na perna e que o caso dela vem sendo acompanhado de perto pelo médico Alexandre Amaral, que prescreveu uma placa de Alginato de prata para a paciente, que é trocada uma vez na semana, às quartas-feiras, no posto e todas as segundas-feiras é feito um novo curativo na perna de Maria Zilá. Na nota, é explicado que nos demais dias, são fornecidas para a paciente as gases e ataduras necessárias para a troca do curativo em casa, conforme orientação da equipe de enfermagem. “Mas como a senhora M. Z. O. não faz repouso e lava roupas e a casa, molhando os curativos, quer trocá-los várias vezes ao dia, o que é inviável…”, diz a nota.

Ainda segundo informações dos profissionais do PSF, na terça-feira (26), a paciente esteve no posto para se submeter a uma consulta médica e afirmou ao técnico de enfermagem que apesar de já ter feito um curativo naquele dia, gostaria que outro fosse feito, e pela falta de necessidade, ele a explicou que não faria.

Os profissionais afirmam ainda que desde 2013 o enfermeiro do posto e outro médico da unidade tentam encaminhar Maria Zilá para fazer tratamento em outras cidades, onde seu caso poderia ser melhor tratado, tendo boas possibilidades de melhora, porém ela não se interessou.

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