O gás de cozinha ficou mais caro. O botijão de 13 quilos, que custava em média R$ 39 em Minas Gerais, foi reajustado para R$ 41, podendo custar até R$ 45, bem acima do preço médio cobrado no país, de R$ 33,40. Em menos de cinco meses, esse é o terceiro reajuste consecutivo do produto. Em dezembro, o gás custava em Belo Horizonte R$ 30, o aumento acumulado no período é de 37%. Apesar de o reajuste do botijão superar em mais de seis vezes a inflação dos últimos 12 meses, de 5,53%, os consumidores do cilindro de 45 quilos terão uma notícia ainda pior. Segundo a Associação Mineira dos Revendedores de GLP (Asmirg), o preço médio do produto, que até quarta-feira era de R$ 145, saltou para R$ 175, podendo chegar a R$ 200 no estado. O custo do cilindro aumentou em R$ 20 para a revenda, denuncia o presidente da Asmirg, Alexandre José Borjaili.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) não confirmou o reajuste, mas disse que há espaço para altas. Houve aumento dos custos e o preço do gás ficou represado nos últimos cinco anos, justifica Sérgio Bandeira de Mello, presidente do sindicato. Por outro lado, Alexandre Borjaili ressalta que a retração na cotação do petróleo deveria ter deixado o produto mais barato. O botijão pode custar R$ 30, defende. Na queda de braço entre as distribuidoras e as revendas quem paga a conta é o consumidor.
As distribuidoras Supergasbras e Minasgás afirmam que os aumentos poderão ocorrer em função do fim dos descontos. De acordo com as empresas, durante o verão houve queda na demanda de GLP, o que levou às promoções. Alguns descontos estão sendo renegociados, o que poderá ocasionar eventual impacto no preço. Para a Asmirg a alta tem a ver com o custo da manutenção dos botijões, repassados para as revendas. Nesta sexta-feira, a entidade vai protocolar no Ministério Público documento solicitando a investigação dos reajustes e de monopólios no setor, hoje dividido entre cinco grandes distribuidores. O Procon Estadual informa que aguarda levantamento com o preço de custo do produto para avaliar se será pertinente abrir uma investigação.
A última disparada do gás ocorreu em março, quando o produto básico na cozinha do brasileiro passou de R$ 34 para R$ 39.








