O contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa para 2025 levou o Exército Brasileiro a suspender operações em andamento nas fronteiras do país voltadas ao monitoramento e combate ao crime organizado. A informação foi relatada por fontes que acompanhavam as ações e que falaram à CNN.
Segundo as fontes, dos R$ 4,3 bilhões bloqueados no orçamento da Defesa, aproximadamente R$ 1,5 bilhão seriam destinados especificamente ao Exército. Os recursos financiavam operações realizadas em regiões de fronteira consideradas estratégicas para o enfrentamento de atividades criminosas transnacionais.
A suspensão ocorre em um cenário de preocupação com a atuação de organizações criminosas nessas áreas, que são utilizadas para o tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal e desmatamento.
A interrupção das operações acontece em meio à recente classificação das duas maiores facções criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho, como organizações terroristas pelos Estados Unidos.
O governo brasileiro, no entanto, contesta essa classificação. De acordo com fontes militares ouvidas pela CNN, grande parte da atuação dessas facções está concentrada justamente nas regiões de fronteira, onde ocorrem atividades ilícitas ligadas ao tráfico de drogas e a crimes ambientais.
As ações de monitoramento e repressão são conduzidas pelo Comando Militar da Amazônia e pelo Comando Militar do Oeste. As áreas sob responsabilidade desses comandos fazem fronteira com países que figuram entre os maiores produtores de cocaína da América do Sul e constituem importantes rotas de entrada da droga no território brasileiro.
Entre as iniciativas realizadas pelo Exército, destaca-se a Operação Ágata. Neste ano, a operação apreendeu mais de 15 toneladas de drogas em ações realizadas na região de fronteira da Amazônia.
Além disso, foram neutralizadas 62 dragas utilizadas em atividades de garimpo ilegal e paralisadas 117 balsas empregadas em operações irregulares na região.
Procurado para se manifestar sobre a suspensão das operações e os impactos do contingenciamento orçamentário, o Ministério da Defesa não apresentou posicionamento até o momento.
Com informações da CNN Brasil








