Estadual

Governo de MG não vê necessidade de ‘lockdown’

O governo de Minas Gerais não vê, no momento, a necessidade de “lockdown” — medidas mais restritivas de distanciamento social — para contenção do coronavírus, como informou o secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, nesta segunda-feira (11), em entrevista coletiva virtual.

“Nesse momento, como conseguimos observar dados epidemiológicos e assistenciais e estabelecer um enfrentamento adequado, não vislumbramos, por hora, um lockdown“, disse o secretário adjunto de Saúde em resposta ao G1.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado nesta manhã, Minas Gerais tem mais de 100 mil casos suspeitos de coronavírus. O número de casos confirmados passa de 3,3 mil e mais de 120 pessoas já morreram com a Covid-19.

“Se precisarmos adotar medidas mais restritivas, faremos isso com base em dados epidemiológicos, critérios técnicos e evidências cientificas”, completou Cabral.

Ainda segundo o secretário adjunto de Saúde, os municípios têm autonomia para tomar decisões de acordo com suas particularidades. Cabe a eles, inclusive, a decisão de aderir, ou não, ao programa “Minas Consciente”.

Nova projeção de pico

A previsão do pico da pandemia em Minas Gerais mudou para o dia 8 de junho, como informou o secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral. Até então, a previsão era que o estado atingisse o número máximo de infecções no dia 6 de junho.

De acordo com Amaral, os dados são revistos semanalmente e o monitoramento é diário. “Toda mudança de comportamento pode implicar em mudanças das projeções e dos resultados”, disse.

Como os dados são dinâmicos, a projeção deste pico também é. No começo de abril, a previsão era de um pico no final daquele mês. Já no dia 16 de abril, a expectativa havia passado para o fim de maio. No dia 22 de abril, a projeção era o dia 3 de junho.

Testagem

O secretário de Saúde também disse que, por enquanto, não há previsão para mudança nos protocolos de testagem em Minas Gerais. Atualmente, são testados pacientes internados com gravidade, profissionais da saúde, população carcerária e asilados.

Ainda segundo Amaral, as instituições Fundação Hemominas, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) estão credenciadas para fazer testes de detecção da Covid-19.

Já a Secretaria Municipal de Saúde de Sete Lagoas, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e a Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) estão em processo de credenciamento.

“Estamos progressivamente aumentando os laboratórios que fazem exames para cobrir um pouco mais o estado”, disse Amaral.


Fake News

Notícias falsas prejudicam o trabalho das instituições que seguem atuando em meio à pandemia. Recentemente, o vídeo de uma mulher falando sobre caixões cheios de pedras em Belo Horizonte virou caso de polícia, pois não era verdade. No começo do mês de abril, outro vídeo falso alertava sobre um desabastecimento em Minas Gerais, o que foi desmentido pela Polícia Civil.

“A única forma de se combater essas mensagens falsas, que só prejudicam o enfrentamento da pandemia, é procurando canais oficiais”, destacou Cabral.

Além do site oficial da SES-MG, o secretário adjunto também sugeriu que a população em busca de informações oficiais do governo de Minas ligue para o 155.

Matéria do G1