Formiga está a um passo de ter todos os profissionais médicos e dentistas que atendem ao Programa Saúde da Família em greve.
Uma lista de reivindicações foi entregue ao prefeito Moacir Ribeiro, durante reunião no Gabinete, no dia 27 de fevereiro, e a data limite para o posicionamento do Executivo seria até nesta quinta-feira (13), quando a administração daria uma resposta aos profissionais em reunião agendada pelo próprio Gabinete do prefeito.
Mesmo diante da gravidade da situação, devido à possibilidade de greve, Moacir Ribeiro mandou desmarcar a reunião, que ocorreria pela manhã, alegando motivo de viagem. Conduta que tem se tornado marca desta administração que, nas últimas semanas, desmarcou cinco reuniões com representantes de bairros e outros servidores.
Comprovando que mais que uma ameaça da classe, a greve é iminente, os profissionais (cerca de 25) estiveram novamente reunidos, na tarde de quinta-feira, na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Formiga (Sintramfor) com o diretor de Defesa Profissional do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Eduardo Filgueiras, quando foi decidido que será entregue ao prefeito o aviso de greve, como determina a lei, caso ele não decida, já de imediato, pelo atendimento de todas as reivindicações da categoria.
O documento será levado para a reunião, reagendada pela secretária de Gabinete, para às 9h da manhã desta sexta-feira (14).
?Se formos informados nesta reunião, que todas as reivindicações serão atendidas, rasgamos o documento de aviso de greve. Caso contrário, a notícia de que os trabalhos estarão paralisados por tempo indeterminado, será dada ao prefeito oficialmente?, informou o médico Ednaldo Durço que completou: ?Se atenderem parte dos itens, a greve será deflagrada, e agendaremos uma nova assembleia para que a categoria analise e faça uma contraproposta?.
Como as reivindicações, sete no total, também estão ligadas às péssimas condições de trabalho, Eduardo Filgueiras explicou que a solução desses problemas excede a questão profissional. ?A administração está na contramão do Programa Saúde da Família, que não só resolve um problema de saúde momentâneo, mas trabalha para promover saúde, evitar gastos futuros em tratamentos. Ambulatório atende demanda imediata, posto de saúde promove educação da comunidade para evitar adoecer?, explicou.
Até nesta quinta-feira (13), segundo apurou a redação do jornal, prefeito e Secretaria de Saúde não haviam sinalizado em nenhum momento que atenderão os pedidos dos médicos e dentistas. A montagem do Ambulatório, que custará aos cofres públicos R$72 mil por mês é a prova disso. Caso isso se confirme na reunião dessa sexta-feira, a greve de todos os médicos e dentistas do programa terá início já na segunda-feira (17).

Na foto: Natanael Alves (Sintramfor), o médico Ednaldo Durço, o representante Sindicato dos Médicos/MG Eduardo Filgueiras e o médico Ronan Rodrigues

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