Os médicos plantonistas do Pronto Atendimento Municipal (PAM), mais uma vez paralisaram parte dos serviços, desde segunda-feira (21). O motivo é o de sempre: falta de pagamento.

Diferentes de outra dezena de vezes em que foi realizada a “Operação Tartaruga”, com a diminuição no número de atendimentos, dessa vez, foi decretada greve e são atendidos apenas casos de urgência e emergência.

Uma equipe do jornal esteve na tarde de quinta-feira (24) no PAM e, como sempre, encontrou vários pacientes que não sabiam se seriam atendidos, por não serem casos definidos como de urgência ou emergência.

“Estamos fazendo de tudo para poder ajudar. É muito triste ver as pessoas chegando aqui doentes e indo embora sem serem atendidas. Nas últimas semanas, mais de 50 pessoas me ofenderam verbalmente aqui. A culpa não é nossa, somos apenas funcionários. O problema não é aqui, as pessoas tem que entender isso, antes de nos insultar”, desabafou uma funcionária do Pronto Atendimento. 

De acordo com um dos plantonistas da empresa Ducarmo Serviços Médicos Ltda – Epp, que presta o serviço de plantões médicos à Prefeitura no PAM, o médico Leopoldo Castro; a data de vencimento para o pagamento dos serviços é o primeiro dia útil de cada mês, mas a empresa sempre dá um prazo maior. “Damos à Prefeitura uma tolerância, ou seja, um prazo até o dia 15 para que façam o acerto, mas esse mês, eles excederam esse prazo e eu não tenho como controlar os médicos, afinal eles trabalharam e tem o direito de receber”, disse Leopoldo.

O médico informou que o valor a ser pago esse mês pelos serviços prestados ao PAM é cerca de R$ 180 mil. 

Em conversa com o Secretário de Saúde, Gonçalo Faria, ele garantiu que a nota fiscal da empresa Ducarmo foi emitida no dia 11 deste mês. “No dia 11 a nota fiscal foi emitida e no dia 16 eu assinei a nota e despachei para a Secretaria de Fazenda”, disse o secretário.

Gonçalo informou que resolveria a questão do pagamento dos médicos em reunião, marcada para as 14h, de quinta-feira, com o prefeito Moacir Ribeiro, a secretária de Fazenda, Maria Cristina de Oliveira e o chefe de Gabinete, José Terra de Oliveira Junior (Terrinha).

Ao final da reunião, a Prefeitura confirmou a dívida e informou que não a quitou por falta de caixa e disse que está procurando uma solução para o problema. 

O portal entrou em contato com Leopoldo Castro e até às 18h de quinta-feira (24), ele não havia recebido nenhum comunicado por parte da Prefeitura. Leopoldo informou que os médicos permanecerão em greve até que o pagamento seja feito. “A maioria dos médicos mora fora e gasta para vir trabalhar, não tem como trabalhar de graça”, disse o médico.

UTI Móvel 

Leopoldo informou ainda, que o serviço de UTI móvel, o mesmo utilizado pelo prefeito para ser encaminhado para Varginha, foi suspenso à meia noite de quarta-feira (23).

De acordo com o médico, a empresa que presta o serviço à Prefeitura, a Centro Oeste Remoções LTDA – ME, de propriedade de Leopoldo e da esposa Maísa Vaz, não recebe pelos serviços prestados há seis meses.

Sobre o atraso referente ao pagamento à empresa responsável pelo serviço de UTI móvel e a suspenção do serviço, a Prefeitura não se posicionou.

 

Priscila Rocha

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