Agora sob o mesmo comando, os aeroportos da Pampulha e de Confins deixarão de lado qualquer resquício de competitividade para operarem praticamente como se um fosse a perfeita extensão do outro. Não à toa, os termos “sinergia”, “complementaridade”, “compartilhamento” e “integração” estão presentes em praticamente todas as (poucas) declarações públicas feitas a respeito pela CEO do CCR Aeroportos, Cristiane Gomes. As informações são do jornal Hoje em Dia.

A empresa arrematou, na terça-feira  passada (5), em leilão realizado pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o direito de operar Pampulha pelos próximos 30 anos. Era natural o interesse do CCR Aeroportos por Pampulha, já que o mesmo grupo está à frente, desde 2014, do terminal de Confins, por meio da BH Airport – nascida da associação da CCR com a Infraero e a operadora suíça Flughafen Zurich AG.

O interesse no Aeroporto da Pampulha custou ao grupo, de imediato, R$ 34 milhões pela concessão, um ágio de 245% em relação aos R$ 9,8 milhões fixados pelo governo de Minas como lance inicial. O contrato prevê ainda pagamentos anuais de outorga variável, que corresponde a um percentual da receita bruta auferida pelo novo gestor do terminal. Em impostos, a concessão deverá render algo em torno de R$ 99 milhões para os cofres da União, de Minas e de BH.

A cereja do bolo, entretanto, está nos montantes a serem investidos pelo concessionário. São R$ 151 milhões ao longo do contrato. Os aportes serão na exploração, ampliação e manutenção da infraestrutura do espaço, com objetivo de tornar o equipamento o principal centro de aviação executiva do país. Deste total, R$ 65 milhões serão desembolsados, nos próximos 36 meses, na construção de um terminal de aviação geral, sistema de pistas de táxi, recuperação parcial do pavimento da pista e preparação para novos hangares. 

O CCR Aeroportos é parte do Grupo CCR. Fundado em 1999, o Grupo atua nos segmentos de concessão de rodovias, mobilidade urbana, aeroportos e serviços. Hoje, a companhia é responsável por 3.955 quilômetros de rodovias da malha concedida nacional, nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, sob a gestão das concessionárias do grupo. O grupo ingressou, em 2012, no setor aeroportuário, com a aquisição de participação acionária nas concessionárias dos aeroportos internacionais de Quito (Equador), San José (Costa Rica) e Curaçao.

Fonte: Hoje em Dia

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