Após ser chamado de “ladrão” pelo prefeito de Surubim (PE), Cleber Chaparral (União-PE), Gusttavo Lima afirmou que as declarações são “pesadas” e “injustas”, disse que ninguém escolhe ficar doente e revelou que o cachê de R$ 1,3 milhão, referente ao show cancelado, já foi devolvido à prefeitura.
Em conversa com o Metrópoles, o cantor afirmou ainda que integrantes de sua banda e equipe teriam sido impedidos de deixar o local após o cancelamento da apresentação, e que só conseguiram sair da cidade horas depois.
O sertanejo detalhou a situação envolvendo o cancelamento do show e a devolução do valor pago:
“O cachê já foi devolvido. Ainda fizeram cárcere privado com a nossa banda e equipe. Estão saindo de lá agora. Isso é crime.”
Gusttavo Lima cancelou o show que faria em Surubim no sábado (27) após sofrer uma intoxicação alimentar. Segundo ele, os sintomas começaram dias antes, durante a sequência de apresentações do São João. Mesmo debilitado, o cantor afirmou que chegou a se apresentar na sexta-feira (26), em Maracanaú (CE), na região metropolitana de Fortaleza.
Ele descreveu o período de intensa agenda de shows e o início do mal-estar:
“Nunca cancelei um show na minha vida por motivo assim. Foram 10 shows seguidos, apresentações de duas horas, só eu no palco. Da quarta para quinta-feira comecei a passar mal. Quando cheguei a Fortaleza, já estava cansado, com os olhos marejados e sem apetite. Acho que foi uma virose.”
O cantor afirmou que a decisão de não subir ao palco foi tomada com responsabilidade e criticou a cobrança sobre artistas:
“Independentemente do valor do contrato ou do dinheiro, doença tem que ser tratada com responsabilidade acima de tudo. Chamar alguém de ladrão por adoecer é pesado, é injusto. Ninguém escolhe ficar doente.”
Ele também reforçou que artistas não devem ser tratados como máquinas:
“Jamais cancelaria um show se pudesse evitar. A gente não tem bola de cristal. Um grande erro é achar que artista é máquina. A gente é ser humano da mesma forma.”
Gusttavo Lima lembrou ainda uma situação anterior em que se apresentou mesmo em condições críticas:
“Em 2019, cantei com um cateter em cada braço, tomando doses de adrenalina. Tinha 45 mil pessoas esperando. Custei a sair do palco e fiquei uma semana internado com salmonella.”
O cantor afirmou que pretende tomar medidas contra o prefeito Cleber Chaparral e disse que as acusações ignoram sua trajetória e seu trabalho social.
“As palavras ferem, destroem reputações. Todo mundo conhece o meu compromisso. Eu acho que já fiz mais pelo povo do que esse prefeito. Todo mundo conhece minha luta, minha preocupação com as pessoas e meu trabalho beneficente. Meus dois cachês de Barretos vão para o Hospital do Câncer. A gente faz um trabalho muito sério para alguém te ferir desse jeito. Está faltando empatia.”
Gusttavo Lima também comentou as ofensas feitas pela cantora Rafa Alyce BB, que o chamou de “filho da puta” ao assumir o palco após o cancelamento do show. Ele destacou que, apesar da exposição pública, sua família deve ser respeitada:
“Eu sou um cara público, mas a minha mãe tem que ser respeitada. Ela [a cantora] precisa lembrar que também é uma mulher e tem uma mãe.”
O cantor ainda mencionou a mãe, falecida em 2015, e disse ter se emocionado ao lembrar dela:
“Escutar isso depois de um momento tão sensível é muito chato. Eu até me emociono.”
O Metrópoles procurou o prefeito Cleber Chaparral para comentar as declarações de Gusttavo Lima, incluindo a devolução do cachê e a alegação de que a equipe do cantor teria sido impedida de deixar o local após o cancelamento do show. Até a publicação da reportagem, não houve resposta. O espaço segue aberto.
Com informações do Metrópoles






