O Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, detectou a presença do vírus da hepatite E, pela primeira vez, em um paciente brasileiro. Até então, a confirmação da doença era feita pela testagem da presença de anticorpos específicos contra ela. De 1999 a 2009, foram 810 testes sorológicos positivos, segundo o governo brasileiro.
Além de dar mais segurança ao diagnóstico, a novidade permitiu comparar o sequenciamento genético do vírus encontrado no paciente com aquele encontrado em suínos criados no Brasil. A semelhança reforçou a suspeita de pesquisadores de que a transmissão no país esteja ligada ao consumo de carne de porco mal passada. Além disso, a transmissão pode acontecer por alimentos e água contaminada.
Na Ásia e na África, regiões em que a hepatite E é endêmica, o contágio se dá por meio de consumo de água e alimentos contaminados com fezes, a mesma forma de transmissão da hepatite A. Já no caso das hepatites B, C e D, a transmissão ocorre pelo contato com sangue e outros fluidos corporais de pacientes infectados.
Segundo o Ministério da Saúde, a detecção do vírus não altera a política de enfrentamento da doença e que o órgão já desenvolve ações para a hepatite A, que são eficientes contra a hepatite E.

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