Formiga

História centenária do Atlético-MG é contada em livro

Galo – Uma Paixão Centenária, livro que busca unir futebol e literatura, escrito pelo jornalista Eduardo Murta, secretário de redação do jornal Hoje em Dia abriu, ainda que de forma não oficial, a temporada de comemoração do centenário do Atlético-MG em 2008.
Com 191 páginas, dividido em sete capítulos, o livro tem como ponto forte, segundo Murta, a pesquisa, que serve de embasamento para todo o texto. Procuramos não contaminar a obra com o atleticanismo. Por exemplo, não nos furtamos em citar o nome do Cruzeiro. Em momento algum há a preocupação em subestimar ou menosprezar o Cruzeiro e sim mostrar os momentos em que o Atlético foi hegemônico, explicou o autor.
Ele foi convidado pela Editora Autêntica, de Belo Horizonte, idealizadora do projeto, para fazer a espinha dorsal do livro e convidou outros dois jornalistas mineiros, que o auxiliaram. Convidei o Alexandre Simões e o Frederico Jota que cuidaram do trabalho de pesquisa e fizeram os textos complementares, explicou.
A fase de pesquisa, que ancora o livro, e a produção propriamente duraram nove meses, a partir de fevereiro deste ano. O lançamento foi realizado na última terça-feira, em Belo Horizonte. A obra, que tem fotografias do repórter-fotográfico e professor da PUC Minas, Eugênio Sávio, e também do Centro Atleticano de Memória, tem uma primeira edição de 5 mil exemplares e preço sugerido de R$ 49,90.
Ao contrário de outros livros dedicados a clubes de futebol, onde a paixão do autor pelo time costuma ser uma característica, em Galo – Uma Paixão Centenária a exaltação das glórias atleticanas tem base em pesquisa. Por exemplo, no livro é colocado o Atlético como precursor e ele realmente é, observou Eduardo Murta.
O Atlético foi o primeiro campeão mineiro oficial em 1915, primeiro campeão de um torneio não regional, que é o campeão dos campeões, em 1937, foi o primeiro clube brasileiro a excursionar pela Europa, em 1950 e foi ainda primeiro campeão nacional, em 1971, comentou o autor.
Para compor o livro, alguns ídolos atleticanos foram entrevistados, casos dos artilheiros do clube, Vavá, Dario o Peito de Aço, Reinaldo e do goleiro João Leite, recordista em jogos com a camisa atleticana, já que atuou 684 vezes.
Há ainda um capítulo dedicado à torcida atleticana, demonstrando com dados que desde o Brasileiro de 1972, o Atlético foi líder em média de público em 10 campeonatos, feito somente igualado este ano pelo Flamengo. O livro exalta a torcida atleticana, mas em nenhum momento se presta a alimentar o ódio entre clubes e a rivalidade entre torcidas, salientou.
Outro diferencial do livro é que os sete capítulos são abertos por um texto de ficção, escrito por Eduardo Murta. É uma forma de sair do futebol, buscar uma ligação com a literatura e também de manter o interesse de leitores que não sejam necessariamente atleticanos, explicou.