No dia 25 de janeiro é comemorado o Dia do Carteiro. Faça chuva, faça sol, ele entrega cartas, mensagens e encomendas aos seus devidos destinatários, cumprindo um itinerário preestabelecido, depois de ordená-las rigorosamente.
Também devolve ao remetente o que não pode ser entregue ou providencia o seu encaminhamento para o destino certo.
Os carteiros do Brasil percorrem diariamente 397 mil quilômetros. Corresponde a quase 10 voltas em torno da Terra para entregar, por ano, 8,3 bilhões de encomendas.
Histórias
Nem sempre as histórias dos Correios são tão felizes. Batista já teve de enfrentar uma esposa ciumenta, que queria de qualquer maneira ler a correspondência do marido. Não conseguiu.
Mais difícil foi a situação enfrentada pela carteira Valéria Pessoa: ?Ele veio para querer me assaltar, eu praticamente me atraquei com ele e não deixei que ele levasse o que queria?.
Valéria faz parte do grupo de mulheres carteiras do Brasil. Já são 5.738. ?Vai fazer oito anos que estou nessa rua?, conta a carteira.
Ela vai assim, falando e sendo saudada por todo mundo na rua, no bairro da Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro. Valéria se emociona, quando fala de tantos amigos que ganhou na profissão: ?A parte gostosa é isso: os porteiros. É emocionante?.
O início
Mas o que parece tão comum, hoje, teve um início entre ondas e tempestades. A primeira correspondência da história do Brasil teve que atravessar o mar, tão conhecido na época, para chegar ao seu destinatário. Era a carta que Pero Vaz Caminha escreveu ao rei de Portugal, em abril de 1500.
Existe outra carta foi essencial para a transformação da nossa história. Foi Dona Leopoldina, mulher de Dom Pedro I, quem escreveu, contando que Portugal fazia novas exigências ao Brasil, que Dom Pedro, ao recebê-la no dia 7 de setembro, às margens do Rio Ipiranga, considerou inaceitáveis e proclamou nossa independência.
O carteiro ou também tropeiro, que foi o primeiro entregador de correspondências que o Brasil teve, estafeta, carregador de mala postal e inspetor de serviço postal. Antigos nomes que, com suas peculiaridades, marcaram diferentes épocas da história postal brasileira, sendo cada um reflexo de seu tempo.
Em 25 de janeiro de 1663, foi criado o Correio-Mor no Brasil, nome dado à função de carteiro naqueles tempos. Luiz Gomes da Matta Neto, que já atuava como Correio-Mor em Portugal, assumiu o posto no Brasil e se tornou o responsável pela troca de correspondências da Corte.








