Um homem de 46 anos foi condenado a 41 anos de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. O crime ocorreu em abril de 2025. Segundo as investigações, o homem manteve a mulher dentro de um carro durante horas, a agrediu e, posteriormente, ateou fogo no corpo dela em uma área rural do município.
O Tribunal do Júri reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), relacionadas ao emprego de meio cruel e ao uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
De acordo com a denúncia apresentada pela 6ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares, o casal mantinha um relacionamento havia aproximadamente dois anos. Em janeiro de 2025, os dois chegaram a terminar após discussões relacionadas à possibilidade de morarem juntos, mas reataram pouco tempo depois.
Com a retomada do relacionamento, o casal combinou uma mudança para Colniza, no Mato Grosso, cidade onde a vítima já havia morado. Conforme a denúncia, o homem teria se comprometido a investir R$ 300 mil, provenientes da venda de terras, enquanto a mulher contribuiria com R$ 55 mil. O valor chegou a ser transferido para a conta bancária do então companheiro.
No dia 22 de abril de 2025, por volta das 5h30, o homem buscou a vítima para que os dois partissem rumo ao Mato Grosso. A viagem, porém, não aconteceu.
Segundo as investigações, nas 24 horas seguintes, o casal passou por diversas cidades mineiras. Durante o trajeto, a mulher permaneceu quase todo o tempo dentro do veículo e sofreu agressões. O laudo de necropsia apontou que ela sofreu uma fratura na mandíbula.
Posteriormente, já na zona rural de Governador Valadares, o homem teria ateado fogo na vítima e a colocado em uma vala. Um casal que passava pelo local viu a mulher em chamas e acionou a Polícia Militar.
A perícia constatou que a vítima morreu carbonizada.
Para o MPMG, o crime teve motivação financeira. Conforme a acusação, o homem teria simulado concordar com a mudança para Colniza para conseguir o dinheiro transferido pela companheira e, posteriormente, se apropriar dos R$ 55 mil.
Com informações do O Tempo






