Um menino de 2 anos foi encontrado morto com uma marca de tiro na cabeça dentro da casa do pai, em Poços de Caldas, no Sul de Minas, na noite dessa segunda-feira (5). O pai da criança, de 39 anos, também foi encontrado sem vida no imóvel, com uma marca de tiro. Segundo o boletim de ocorrência, ele era cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo.
Os dois foram encontrados pela mãe da criança, que também era ex-mulher do homem.
A mãe do menino relatou à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) que o ex-marido havia buscado a criança na creche para passar a tarde com ele. Segundo ela, havia sido combinado que o homem levaria o menino de volta para a casa dela às 20h.
O combinado, porém, não foi cumprido, e o homem também não atendia às ligações da mulher. Diante da situação, ela foi até a residência do ex-marido.
No local, percebeu que o portão estava trancado, enquanto as luzes da casa estavam acesas. Conforme relatado à PMMG, ninguém respondia aos chamados.
A mãe da criança entrou em contato com um vizinho e pegou uma escada emprestada para pular o muro da residência.
Dentro da casa, encontrou o ex-marido deitado sobre uma cama, ensanguentado e com uma arma de fogo próxima à cabeça. De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher saiu correndo do imóvel e começou a bater no portão, em desespero.
O vizinho relatou à PMMG que ouviu os gritos da mulher e acreditou que ela estivesse sendo agredida pelo ex-marido. Por isso, pulou o muro e arrombou o portão pelo lado de dentro para ajudá-la a sair do local.
Ao entrar na residência, ele encontrou o homem deitado sobre uma cama, ensanguentado, e a criança caída no chão, com um ferimento na cabeça. Os dois estavam mortos. O vizinho acionou a polícia.
Segundo o boletim de ocorrência, a perícia constatou que a criança havia sido atingida por um disparo de arma de fogo na cabeça. O homem foi atingido por um tiro na boca.
No local, foram encontradas uma pistola, um revólver e uma espingarda, além de munições.
De acordo com o registro da Polícia Militar, o pai do homem afirmou que ele não apresentava sinais de estar passando por problemas psicológicos ou por problemas relacionados à sua função pública.
O boletim de ocorrência também informa que não foram encontrados registros de violência doméstica entre a mãe da criança e o homem.
A ocorrência foi registrada como homicídio seguido de autoextermínio.
Com informações do Itatiaia






