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Homem moderno carrega traços de neandertal, aponta estudo

Desde que se tem notícia de vida inteligente, inúmeras perguntas intrigam a cabeça dos seres humanos. Seja pela origem de nosso planeta ou pela constituição física de nossos antepassados, aos poucos, o Homo sapiens vai resolvendo esse extenso quebra-cabeça. E no início deste mês de maio, mais uma peça foi colocada. De acordo com pesquisas elaboradas pelo Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, o ser humano moderno trocou de genes com o neandertal (Homo nenaderthalensis).
Segundo a pesquisa, entre 1% e 4% do DNA dos seres humanos modernos foi herdado de neandertais. Apesar de pequena, a contribuição é real. E essa parcela pode ser maior, uma vez que os cientistas sequenciaram, até o momento, 60% do genoma neandertal, utilizando amostras de DNA extraídas de três fragmentos de ossos, de três indivíduos, coletados na Caverna Vindija, na Croácia. Desses Homo neanderthalensis, o mais novo tinha idade aproximada de 38 mil anos e o mais antigo, 44 mil. O material genético foi isolado de 500 miligramas de pó de osso, obtidas pela raspagem dos fósseis com uma broca.
Para a comparação com o genoma do Homo sapiens, foi utilizado o código genético de cinco pessoas, espalhadas por cinco regiões e etnias diferentes. Concentradas no sul da África, do oeste da África, França, China e Papua-Nova Guiné, os traços genéticos desses humanos modernos comprovaram a relação entre as duas espécies.
Uma das descobertas da pesquisa foi que a herança genética neandertal estava no genoma dos europeus e asiáticos, mas não dos africanos. Isso sugere que o acasalamento ocorreu fora da África, provavelmente no Oriente Médio, há cerca de 80 mil.