Gleiton Arantes

Membros da Associação de Surdos do Alto São Francisco (Asasf) de Arcos e Formiga marcaram presença na reunião da Câmara Municipal, dessa segunda-feira (20), a pedido do vereador Cabo Cunha.

A ideia é elaborar um projeto de lei para que intérpretes de libras atuem nas repartições públicas de Formiga auxiliando na comunicação dos surdos e ainda um intérprete para transmitir as reuniões do Legislativo para esse público.

A associação com sede em Arcos foi fundada em março de 2015 e conta com participantes de Formiga, Bambuí, Iguatama, Lagoa da Prata e Arcos.

A reunião foi acompanhada por deficientes auditivos que contaram com a atuação de várias intérpretes  que repassaram todo o conteúdo do que foi apresentado na Câmara.

De acordo com a intérprete, Paula Sandra, por lei, todas as pessoas têm direito à informação e Formiga conta com um grande número de pessoas com deficiência auditiva. Ela contou ainda que a Asasf realiza encontros entre os membros da associação para promover a integração e socialização entre eles.

A psicóloga da associação, Jaqueline Mendonça Prado explicou que além das reuniões uma vez ao mês, são realizadas ainda várias atividades extras. “Essa socialização é muito importante e depende de muitas parcerias. Atletas da Academia Águia Dourada de Formiga também são parceiros e aos sábados vão até Arcos para ensinar as técnicas das artes marciais aos membros da associação”.

(Fotos: Gleiton Arantes)

Cabo Cunha disse que já havia feito o pedido para a inserção de intérpretes nas reuniões do Legislativo para outras mesas diretoras da Câmara, o que sempre lhe foi negado. “É importante que esse público possa acompanhar as nossas reuniões. É preciso também contar com profissionais habilitados no PAM, nos postos de saúde e nas escolas, para atender a essas pessoas”.

Por meio de sinais, o presidente da associação, Sérgio Augusto, falou sobre a inclusão em Formiga e a dificuldade que o surdo/mudo encontra para se comunicar com as outras pessoas. Ele solicitou oapoio da Câmara e do Executivo.  Afirmou que seria importante a Prefeitura contratar um intérprete e questionou quando o deficiente auditivo terá os mesmos direitos de quem tem voz.

A diretora da Escola Estadual Dr. Abílio Machado (Polivalente), Ana Paula Santiago também esteve presente na reunião e ressaltou que a instituição conta com profissionais para auxiliar os estudantes com essa deficiência.

No dia 31 desde mês, será realizado na Casa de Cultura de Arcos, o Dia D da Inclusão que tratará da inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. O evento contará com a parceria do Ministério do Trabalho e da Secretaria de Integração Social.

Confira abaixo a entrevista com a psicóloga da associação 

 

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