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Itaú BBA prevê privatização da Copasa até abril e eleva preço-alvo das ações

Foto: Daniel Protzner

O Itaú BBA, braço de investimentos do Itaú, elevou de R$ 43,20 para R$ 55,90 o preço-alvo das ações da Copasa, diante da expectativa de privatização da estatal mineira até abril deste ano. Com a projeção, o banco passou a recomendar a compra dos papéis.

A avaliação consta em relatório a investidores divulgado na última terça-feira (13), no qual o banco afirma que as etapas mais críticas do processo de desestatização já foram superadas, abrindo caminho para a privatização ainda no primeiro quadrimestre. Segundo o documento, as ações da Copasa valorizaram 68% nos últimos seis meses, impulsionadas pelo avanço da privatização e por melhorias regulatórias.

O Itaú BBA também aponta que o último ano foi marcado por avanços relevantes para a empresa, como a conclusão do reajuste tarifário, a extensão do contrato com Belo Horizonte e negociações com outros municípios.

Contexto da privatização

A venda da Copasa foi autorizada no fim do ano passado pela Assembleia Legislativa, por meio do PL 4.380/2025. O projeto foi precedido pela aprovação da PEC 24/2023, que retirou a exigência de referendo popular para a privatização. A medida integra a agenda do governo Romeu Zema e ganhou força com o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permite a privatização ou federalização de ativos para abatimento da dívida com a União.

O Propag prevê o refinanciamento da dívida em 30 anos e a redução de juros, hoje corrigidos pelo IPCA mais 4% ao ano, caso o Estado amortize 20% do estoque devido.

Com o avanço do processo legislativo e o novo cenário fiscal, o mercado financeiro passou a enxergar a privatização da Copasa como iminente, o que já se reflete na valorização das ações e na avaliação positiva do Itaú BBA.

Com informações do Itatiaia