Janeiro de 2022 foi o mês com mais mortes registradas em Minas Gerais desde o início da série histórica, em 2003. Foram 16.054 óbitos em 30 dias, 6,7% a mais que o mesmo período em 2021, quando foram registrados 15.455. O recorde, segundo afirmou o Sindicato dos Oficiais de Registro Civil do Estado (Recivil), pode ter sido puxado por diversos fatores, entre eles, casos de pneumonia.

Quando consideramos as mortes causadas por pneumonia, o índice cresce 80%, passando de 1.405 no ano passado para 2.517 neste ano. Em 2020, antes do início da pandemia, foram 1.634.

Ainda segundo o Recivil, outro dado observado está relacionado ao crescimento de mortes por doenças do coração, como AVC (20%), infarto (11%) e causas cardiovasculares inespecíficas (30%). Também houve aumento nas mortes por septicemia (23%), Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) (39%) e indeterminada (18%). Já os óbitos por Covid-19 tiveram redução de 62%.

Segundo o presidente do sindicato, Genilson Gomes, a queda relacionada aos contaminados pelo coronavírus pode estar relacionada à vacinação contra a enfermidade. 

“Isso demonstra sua eficácia no controle dos casos. Percebemos ainda que com a diminuição do isolamento social e o retorno a rotina se normalizando, o aumento das demais causas mortes, como por exemplo a pneumonia, voltaram a subir. Destaca-se ainda o aumento de mortes por causas violentas em virtude das aglomerações em bares, estádios de futebol e viagens, que propiciam brigas e acidentes”, disse. 

Mortes Violentas crescem

Do total de falecimentos, as mortes por causas naturais cresceram 6,3%. Já aqueles por causas violentas aumentaram 15%. 

“O número de óbitos registrados nos meses de 2022 ainda pode vir a aumentar, assim como a variação da média anual e do período, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência. Além disso, alguns estados brasileiros expandiram o prazo legal para comunicação de registros em razão da situação de emergência causada pela Covid”, informou o Recivil. 

Fonte: Hoje em Dia

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