Assim como em outras reuniões, o encontro de segunda-feira (1º), na Câmara Municipal não foi diferente. O presidente da Casa, Josino Bernardes/PSC disse que tem o estopim curto e que não ia aceitar ameaças de populares pelas ruas.
Na Câmara, Josino ameaçou o fotógrafo Paulo Pacheco e o aposentado José Rodrigues. No momento da fala de Josino, José Rodrigues não estava presente no plenário. ?Eu estou recebendo muitas ameaças, muita provocação. Faço a vocês, uma recomendação: não me provoquem na rua de forma individual, porque eu vou dar a resposta, viu Sr. Paulo Pacheco, o senhor é um e o senhor José Rodrigues é outro. Eu não quero sair para as vias de fato com vocês. Mas vocês não me provoquem, pois vocês não me conhecem?. Após a sua fala, Josino foi vaiado e chamou os presentes no plenário de incompetentes.
De acordo com informações, o vereador esteve em um bar, no sábado (29), acompanhado do empresário Marco Sallum, e teria sido vaiado por pessoas que estavam no local. Outras pessoas têm feito várias críticas, por meio de redes sociais, pela atuação do vereador.
O presidente da Câmara saiu da mesa e foi substituído por Evandro Donizeth (Piruca/PSB), que ocupa o cargo de vice-presidente.
Após o ocorrido, Paulo Pacheco e José Rodrigues acionaram a Polícia Militar e fizeram um Boletim de Ocorrência de nº 9497. Cerca de 6 militares marcaram presença na porta da Câmara.
Passado algum tempo, Josino voltou e ocupou seu cargo na mesa diretora. Mais tarde, após ser vaiado, o vereador saiu da mesa, novamente, e ficou, por um bom tempo, do lado de fora da Câmara Municipal conversando com os militares.
Várias pessoas presentes questionaram a não permanência de Josino Bernardes na condução dos trabalhos da Câmara. Em outras reuniões, o vereador se ausentou alegando que tinha compromissos.
Na rede social, Facebook, Paulo Pacheco se manifestou sobre o ocorrido. ?Em resposta à ameaça gostaria de dizer que nossos políticos gostam muito de aplausos, de gente abraçando-os, rodeando-os; mas não se dão muito bem com as vaias. O problema é que, quem almeja um cargo público e o consegue, tem que ter consciência que sua função, seu poder, não lhe pertence, e sim ao povo que pode e vai, cobrar dele durante todo o tempo. Ou seja, se você é irônico na sua fala, se seu trabalho é contrário ao que o povo espera. Esse povo, que o elegeu pode e vai, vaiá-lo sim (…).
Isso demonstra total desapego ao sistema democrático e ao Estado de Direito, além, claro, de mostrar seu total despreparo para o cargo que exerce (…)?,
explicou.

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