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Justiça torna ré PM por homicídio de mulher na zona leste de SP

Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

A Justiça de São Paulo reconheceu, nesta terça-feira (20), uma policial militar como responsável pelo homicídio de Thawanna da Silva Salmázio, morta após ser atingida por um disparo de arma de fogo em 3 de abril deste ano. Segundo a acusação, a vítima estava desarmada quando foi baleada pela agente.

A policial responderá por homicídio triplamente qualificado, com as agravantes de motivo fútil, emprego de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. A denúncia foi apresentada pelos promotores de Justiça Rodolfo Justino de Morais e Lucas de Mello Schaefer.

De acordo com a denúncia, o caso ocorreu no bairro Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Na ocasião, Thawanna caminhava pela rua com seu companheiro quando uma viatura da Polícia Militar passou próximo ao casal e atingiu o braço do homem.

Segundo o relato do companheiro da vítima, ele perdeu o equilíbrio e acabou batendo o braço no retrovisor da viatura. Os policiais pararam para verificar o ocorrido, dando início a um desentendimento.

Conforme as informações apresentadas, a discussão se intensificou durante a abordagem. Os agentes afirmaram que precisaram utilizar força física para conter o casal.

Segundo o Ministério Público, durante a escalada do conflito, a policial militar disparou uma arma de fogo calibre .40 contra Thawanna. O tiro atingiu a região abdominal da mulher.

A acusação sustenta que o uso de força letal foi injustificado, uma vez que a vítima estava desarmada. A agente é acusada de homicídio triplamente qualificado, considerando o motivo fútil, o meio cruel e o recurso que teria dificultado a defesa de Thawanna.

Outro ponto destacado na denúncia é o tempo que Thawanna permaneceu no local após ser baleada. De acordo com a acusação, a mulher ficou desamparada por mais de meia hora, agonizando em razão do ferimento, antes de receber atendimento médico.

Posteriormente, ela foi socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Tiradentes. Apesar do atendimento, a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu.

Além da responsabilização criminal da policial, os promotores Rodolfo Justino de Morais e Lucas de Mello Schaefer solicitaram à Justiça a fixação de um valor mínimo de R$ 1 milhão para a reparação dos danos causados aos familiares de Thawanna.

O pedido busca estabelecer uma indenização mínima em razão das consequências do crime para os parentes da vítima.

O reconhecimento da responsabilidade da policial militar ocorre no contexto da denúncia apresentada pelo Ministério Público, que atribui à agente o homicídio triplamente qualificado de Thawanna da Silva Salmázio.

 

Com informações da Agência Brasil